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Confira o calendário econômico de hoje, 29 de maio

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No calendário desta quinta-feira, 29 de maio de 2025, o mercado financeiro acompanha com atenção a divulgação de uma série de indicadores econômicos relevantes, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Os dados divulgados podem impactar diretamente as decisões de investidores e gestores financeiros, além de influenciar a expectativa de inflação, emprego e política monetária. A seguir, explicamos de forma clara e objetiva cada um dos indicadores previstos para hoje.

A divulgação do IPCA no Brasil e do IPC nos EUA nesta quarta-feira será fundamental para definir os próximos passos da economia e do mercado financeiro | Foto: Reprodução/Canva

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Todos esses indicadores divulgados nesta quinta-feira são peças importantes para compreender o cenário econômico atual e projetar tendências futuras | Foto: Reprodução/Canva

Calendário do Brasil: foco no IGP-M, política monetária e mercado de trabalho

O dia começa movimentado no Brasil, com a divulgação de três indicadores importantes logo no início da manhã.

08h30 – IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)
Conhecido popularmente como “inflação do aluguel”, o IGP-M é calculado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e serve como referência para reajustes de contratos, principalmente os de locação de imóveis. O índice também é utilizado em contratos de energia elétrica e planos de saúde.

Em abril, o IGP-M apresentou uma variação de 0,50%, acumulando alta de 2,8% em 12 meses. A expectativa do mercado para maio é de uma leve desaceleração, reflexo da queda no preço de commodities como o minério de ferro e o petróleo no mercado internacional. A divulgação deste índice é aguardada com atenção por consumidores, empresários e investidores, já que ele impacta diretamente os custos de vida e os contratos de longo prazo.

Para se ter uma ideia, caso um contrato de aluguel no valor de R$ 1.500 sofra reajuste anual pelo IGP-M acumulado de 2,8%, o valor passaria para aproximadamente R$ 1.542.

08h30 – Nota à imprensa do Banco Central: Política monetária e operações de crédito (abril)
Também às 8h30, o Banco Central do Brasil (BCB) publica sua nota mensal sobre política monetária e operações de crédito referente ao mês de abril. O relatório traz dados sobre o volume de crédito ofertado no país, taxas de inadimplência, custo médio das operações de crédito e evolução dos depósitos bancários.

Essas informações são essenciais para entender a dinâmica do mercado financeiro brasileiro e traçar projeções sobre os próximos passos da política monetária, como a eventual redução ou aumento da taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano. A divulgação pode influenciar a confiança dos investidores e o comportamento do mercado de ações e títulos públicos.

Por exemplo, um aumento no volume de crédito pode indicar maior disposição das famílias e empresas para consumir e investir, impulsionando a atividade econômica. Por outro lado, o crescimento da inadimplência pode sinalizar riscos e exigir medidas mais cautelosas por parte do Banco Central.

09h – PNAD Contínua Mensal (abril)
Às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) para o mês de abril. Este indicador mede a taxa de desemprego e outros dados relacionados ao mercado de trabalho no país.

Em março, a taxa de desocupação foi de 7,9%, o que corresponde a cerca de 8,6 milhões de brasileiros em busca de emprego. A expectativa para abril é de uma leve melhora, com a taxa podendo recuar para 7,7%, acompanhando sinais de recuperação da economia brasileira, como o aumento da oferta de vagas formais no setor de serviços.

A taxa de desemprego é um dos principais termômetros da saúde econômica do país, impactando diretamente a renda das famílias, o consumo e, consequentemente, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Por exemplo, um trabalhador que ganhava R$ 2.500 mensais e ficou desempregado passa a ter sua renda reduzida, afetando suas decisões de consumo e investimentos.

Calendário dos Estados Unidos: pedidos de auxílio-desemprego

09h30 – Pedidos de auxílio-desemprego (semanal)
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga, às 9h30, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego da última semana. Este é um indicador importante para avaliar a situação do mercado de trabalho norte-americano e suas possíveis implicações na política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central do país.

Na semana anterior, foram registrados 220 mil novos pedidos, o que corresponde a aproximadamente R$ 1,2 milhão em benefícios pagos, considerando o valor médio semanal de US$ 600 por pessoa (cerca de R$ 3.200, na cotação atual de aproximadamente R$ 5,30 por dólar).

Uma queda nos pedidos sugere fortalecimento do mercado de trabalho, o que pode levar o Fed a manter ou até aumentar a taxa de juros para conter pressões inflacionárias. Por outro lado, um aumento significativo pode sinalizar fragilidade na economia, o que poderia resultar em políticas mais estimulativas.

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Por que esses dados importam?

Todos esses indicadores divulgados nesta quinta-feira são peças importantes para compreender o cenário econômico atual e projetar tendências futuras. Para investidores, empresários e consumidores, acompanhar o calendário econômico é fundamental para tomar decisões mais informadas e estratégicas.

Por exemplo, o resultado do IGP-M pode influenciar a decisão de um investidor sobre aplicar em fundos imobiliários (FIIs), enquanto os dados da PNAD podem afetar as estratégias de empresas que planejam contratar ou ajustar sua força de trabalho.

Além disso, os números do mercado de trabalho nos Estados Unidos podem impactar o câmbio no Brasil. Caso haja uma valorização do dólar frente ao real, produtos importados tendem a ficar mais caros, afetando diretamente o bolso dos brasileiros.

Em resumo, o calendário econômico desta quinta-feira, 29 de maio, reúne indicadores que, embora sejam técnicos, possuem efeitos práticos no dia a dia de milhões de pessoas, dentro e fora do Brasil. Por isso, é fundamental acompanhar e compreender esses dados, mesmo que você não seja um especialista em finanças.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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