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Pix bate recorde com 276,7 milhões de transações em um dia

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O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), atingiu um novo marco histórico no Brasil. Na última sexta-feira, 6 de junho de 2025, foram realizadas impressionantes 276,7 milhões de transações em apenas 24 horas, de acordo com dados divulgados pelo próprio BC.

Além da quantidade de operações, o valor movimentado também chamou atenção: R$ 135,6 bilhões circularam pela economia brasileira por meio do Pix no mesmo dia. A marca anterior, registrada em 20 de dezembro de 2024, era de 252,1 milhões de transações. Isso significa que o novo número representa um crescimento de quase 10% em apenas seis meses.

Apesar de todos os avanços, o crescimento do Pix também traz desafios. É necessário garantir a segurança das transações, combater fraudes e educar a população para o uso consciente da ferramenta | Foto: Reprodução/Canva
O Pix deixou de ser uma novidade e se consolidou como um dos pilares da economia digital do país | Foto: Reprodução/Canva

Esses dados mostram o quanto o Pix tem se consolidado como o principal meio de pagamento no país. E mais do que isso: como ele tem transformado a maneira como os brasileiros lidam com o dinheiro.

Pix conquista o bolso do brasileiro

Lançado em novembro de 2020, o Pix caiu no gosto popular por ser gratuito para pessoas físicas, disponível 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana e feriados, e ter transferência instantânea. Tudo isso facilitou a vida dos consumidores e acelerou a digitalização dos pagamentos no país.

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Segundo o Painel de Estatísticas do Pix, atualizado pelo Banco Central, até o fim de maio de 2025 já havia mais de 163 milhões de usuários cadastrados no sistema — incluindo pessoas físicas, empresas e instituições públicas.

Em termos comparativos, o Brasil tem hoje cerca de 203 milhões de habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE. Ou seja, o Pix já ultrapassa 80% de penetração entre a população total.

Pequenos valores, grande volume

Outro fator que chama atenção é o perfil das transações. A maioria dos pagamentos realizados via Pix são de pequenos valores, especialmente entre pessoas físicas. De acordo com dados públicos do BC de abril de 2025, mais de 70% das operações são abaixo de R$ 100.

Apesar disso, quando somadas, essas transações representam uma grande movimentação na economia — como os R$ 135,6 bilhões do recorde mais recente comprovam.

Esse comportamento mostra como o Pix substituiu o dinheiro em espécie no dia a dia dos brasileiros, seja para pagar um café, dividir a conta do bar ou enviar mesada para os filhos. Também ganhou força entre os pequenos empreendedores, que passaram a receber pagamentos com mais agilidade e segurança.

Pix também cresce entre empresas e governos

Não são apenas os consumidores que estão adotando o Pix. Empresas e órgãos públicos também vêm ampliando seu uso. O governo federal, por exemplo, tem utilizado o sistema para devoluções de tributos e até pagamentos de benefícios sociais, como o Auxílio Emergencial no passado.

Além disso, o Pix Saque e Pix Troco, modalidades lançadas em 2021, têm ampliado o acesso ao dinheiro em espécie em regiões mais afastadas, como pequenas cidades e áreas rurais, onde não há agências bancárias ou caixas eletrônicos.

Impacto positivo na economia

A facilidade e a gratuidade do Pix trazem um impacto direto na inclusão financeira, permitindo que pessoas que antes estavam fora do sistema bancário tradicional agora possam realizar transações de forma prática e segura. Isso favorece principalmente as classes C, D e E, que passaram a ter acesso mais direto aos meios digitais de pagamento.

Segundo um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgado em março de 2025, o uso do Pix gerou uma redução média de 30% no custo das transferências bancárias para os usuários, e pode gerar uma economia estimada de R$ 17 bilhões por ano para os brasileiros.

Além disso, com menos dinheiro em circulação, o Pix também contribui para aumento da segurança, redução de fraudes e melhoria na arrecadação tributária, uma vez que as transações são rastreáveis.

Futuro do Pix: o que vem por aí

O Banco Central já anunciou novas funcionalidades previstas para os próximos meses, como o Pix Automático, que permitirá débitos recorrentes — ideal para pagamentos de mensalidades, assinaturas e contas de consumo. A expectativa é que esse recurso amplie ainda mais o uso da ferramenta e facilite a vida dos usuários.

Além disso, o avanço da integração com carteiras digitais e o uso do Pix no comércio eletrônico também devem impulsionar ainda mais os números em 2025.

O novo recorde de 276,7 milhões de transações diárias pelo Pix não é apenas um número impressionante — é a prova de uma revolução silenciosa no sistema financeiro brasileiro. O Pix deixou de ser uma novidade e se consolidou como um dos pilares da economia digital do país.

E com novos recursos a caminho, tudo indica que esse recorde será superado em breve.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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