O mercado de cartões de crédito para pessoa física já bateu mais de 220 milhões de unidades ativas, segundo o Banco Central. Traduzindo: quase não sobrou gente sem cartão. Por isso, bancos e fintechs mudaram o alvo e foram atrás da pessoa jurídica, seja do grande CNPJ ao pequeno negócio que fatura pouco, mas movimenta dinheiro todo dia.
E é aqui que entra o motivo de isso importar para quem não é dono de empresa grande. Boa parte do país está nas classes C, D e E e não trabalha de carteira assinada: é hoje motorista de aplicativo, dona de salão, vendedor ambulante, dono de mercadinho ou prestador de serviço avulso.
Para essas pessoas, empresa e vida pessoal se misturam no mesmo bolso. Quando o cartão corporativo fica mais inteligente, quem sente o efeito primeiro não é o CFO de multinacional, é o microempreendedor que hoje paga ao fornecedor direto com o pix, guarda nota fiscal em grupo de WhatsApp e fecha o mês no chute.

Para explicar essa mudança, conversei com Fábio Montanari, executivo da Montanari Tecnologia, empresa que desenvolve plataformas de finanças integradas para empresas, entre elas o MICE Control, sistema de cartões virtuais para gestão de viagens e eventos corporativos. A seguir, a entrevista completa:


