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Saiba quais são as 10 maiores companhias aéreas do mundo

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Companhias aéreas movimentam a economia e, em 2024, geraram um lucro líquido global de 30,5 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 159,8 bilhões de reais, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). No Brasil, a Gol e a LATAM foram as campeãs de vendas de passagens, com um faturamento recorde de R$ 13 bilhões em 2023.

Conforme a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP), esse foi o maior resultado desde que o levantamento começou a ser feito. Com as diversas viagens feitas todos os dias, companhias aéreas continuam crescendo e se desenvolvendo.

As 10 maiores companhias aéreas do mundo
Companhias aéreas têm lucro bilionário em 2024 | Foto: Reprodução / Canva

Para medir esse movimento, cada ano, a Cirium, empresa que reúne dados do setor, publica o ranking das maiores companhias aéreas do mundo. O critério usado é o número de milhas por assento disponível (ASM), que mostra quantos lugares a companhia oferece multiplicados pela distância total desses voos.

Esse cálculo revela a real capacidade de transporte de passageiros, sem se resumir apenas à quantidade de aviões ou de voos das companhias aéreas. Segundo o ranking, United Airlines, American Airlines e Delta Air Lines lideram o ranking global, confira:

  1. United Airlines (EUA) – Com 315,3 bilhões de milhas por assento (ASM), ficou em primeiro lugar em 2024. A frota tem mais de 700 aviões e opera em cerca de 330 destinos;
  2. American Airlines (EUA) – Ficou em segundo, com 295,9 bilhões de ASM;
  3. Delta Air Lines (EUA) – Em terceiro lugar, com 291,1 bilhões de ASM. Opera mais de 5.400 voos por dia para 325 destinos;
  4. Emirates (Emirados Árabes) – A maior do Oriente Médio, com 222,4 bilhões de ASM;
  5. Southwest Airlines (EUA) – A grande companhia de baixo custo americana ficou em quinto lugar, com 178,5 bilhões de ASM;
  6. Ryanair (Irlanda) – Maior companhia aérea de baixo custo da Europa, com 159,3 bilhões de ASM;
  7. Qatar Airways (Catar) – Também figura no top 10, com 159,0 bilhões de ASM;
  8. China Southern Airlines (China) – Principal companhia chinesa no ranking, com 151,5 bilhões de ASM;
  9. Turkish Airlines (Turquia) – Com rotas que ligam continentes, registrou 145,4 bilhões de ASM;
  10. China Eastern Airlines (China) – Completa o top 10 com 137,6 bilhões de ASM.

Essas empresas combinam frota grande, frequência de voos e rotas longas para chegar aos maiores números de capacidade global.

A presença de companhias aéreas da América do Sul

Na América do Sul, a LATAM Airlines Group (resultado da fusão da chilena LAN com a brasileira TAM) é a líder regional. Com cerca de 98 bilhões de ASM em 2024, a companhia aérea aparece como a maior da América Latina.

Em seguida, vêm a Avianca (40,7 bilhões de ASM), a Azul (29,7 bilhões) e a Gol (27,3 bilhões). No ranking global, a Azul figura em 54.º lugar, e a Gol em 63.º.

O que significa o ASM e por que vale atenção

O ASM — milhas por assento disponível — mede a capacidade total da companhia ao considerar dois aspectos: assentos disponíveis em todos os voos durante o ano e distância total percorrida pelos voos.

Assim, permite comparar companhias de diferentes portes e regiões. Uma empresa com frota grande e rotas longas terá um ASM maior, mesmo sem transportar mais passageiros. Esse indicador é útil para investidores, analistas de mercado e para entender o alcance das operações de cada companhia.

Os dados do ASM mostram claramente que empresas dos Estados Unidos ocupam três das quatro primeiras posições, além de uma empresa de baixo custo entre as cinco primeiras. A presença chinesa e do Oriente Médio também é representativa no Top 10, mas o domínio é claramente americano.

Na América do Sul, os números indicam um panorama diferente. A LATAM lidera, mas continua longe dos gigantes globais. Já as brasileiras Azul e Gol têm potencial de crescimento, especialmente por parcerias, rotas internacionais e possível ampliação da malha aérea.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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