A entrada dos Estados Unidos no conflito entre Israel e Irã neste fim de semana aumentou o risco de uma crise energética global. Após o ataque a instalações nucleares iranianas, realizado por aviões militares americanos, cresce a possibilidade de o Irã reagir bloqueando o Estreito de Ormuz, uma faixa estreita de mar por onde passa cerca de um terço de todo o petróleo transportado no mundo.
Caso isso aconteça, o preço do petróleo pode disparar, elevando custos em diversas áreas da economia internacional e impactando diretamente o bolso do consumidor brasileiro.
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima com cerca de 33 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Por esse canal passam, diariamente, cerca de 20 milhões de barris de petróleo, uma quantidade equivalente a aproximadamente 30% do consumo global. Países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuwait e Emirados Árabes Unidos utilizam essa rota para exportar sua produção.

Apesar de parecer largo, o estreito é altamente vulnerável. As faixas navegáveis para navios petroleiros são estreitas e passam muito perto das águas territoriais do Irã, o que facilita uma eventual tentativa de bloqueio. Historicamente, o governo iraniano já ameaçou fechar o estreito como resposta a sanções ou ataques estrangeiros. Agora, após sofrer bombardeios diretos dos Estados Unidos, essa ameaça se torna mais concreta.


