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Protestos em grandes cidades contra ataque dos EUA ao Irã; veja a repercussão mundial

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O último domingo, 22 de junho, foi marcado por uma série de protestos em diversas cidades do mundo, em resposta ao ataque dos Estados Unidos às usinas nucleares iranianas, ocorrido no sábado anterior. As manifestações reuniram milhares de pessoas em diferentes países, expressando repúdio à ofensiva militar e preocupação com uma possível escalada de violência no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, os atos mais significativos aconteceram em Nova York e Los Angeles. Milhares de manifestantes ocuparam ruas e praças, criticando a ação norte-americana, considerada por muitos uma provocação perigosa e desnecessária. A mobilização em Nova York foi organizada por diferentes movimentos sociais, entre eles grupos contrários à guerra e ativistas pela paz.

Multidões nos protestos contra ataque dos EUA ao Irã
Protestos contra o ataque dos EUA ao Irã são realizados em cidades como Nova York, Los Angeles e Paris | Foto: Reprodução / David Swanson/REUTERS

A agência de notícias Reuters conversou com Natália Marquez, de 27 anos, uma das organizadoras do protesto na cidade. Para ela, o bombardeio representa mais do que uma simples ação militar: trata-se de uma tentativa de justificar o saque de recursos naturais sob o pretexto de segurança.

Natália comparou o atual episódio com a guerra do Iraque, classificando-o como mais um exemplo de agressão promovida por potências nucleares, referindo-se aos Estados Unidos e Israel. Segundo ela, o Irã é acusado de ser o agressor da região devido a seu programa nuclear civil, enquanto os próprios EUA são o único país a ter usado armas nucleares em um conflito.

O impacto do ataque norte-americano não se limitou às fronteiras dos Estados Unidos. Em Teerã, capital do Irã, a população também saiu às ruas em protesto, demonstrando indignação diante da ofensiva estrangeira. Ações semelhantes ocorreram em cidades do Iraque, Paquistão e Grécia, revelando um sentimento compartilhado de preocupação com os rumos do conflito.

Nessas regiões, manifestantes exigiram o fim das hostilidades e alertaram para os riscos de um novo ciclo de represálias que poderia envolver vários países e custar inúmeras vidas.

Protestos a favor de ambos os lados

Na Europa, Paris foi palco de manifestações com diferentes posicionamentos. De um lado, iranianos se reuniram na capital francesa para pedir um cessar-fogo imediato no Oriente Médio, incluindo a Faixa de Gaza, palco de recentes confrontos envolvendo Israel. O grupo defendeu o diálogo como caminho para resolver os impasses na região e alertou para a destruição humanitária causada pelos conflitos armados.

Em contraste, outra manifestação foi registrada nas proximidades da Torre Eiffel. Tratava-se de um festival de música em apoio a Israel, evento que já estava programado antes do ataque norte-americano. Ainda assim, o encontro ganhou novos contornos com o agravamento da situação internacional.

Os participantes defenderam a necessidade de segurança para o Estado israelense, mas também ressaltaram a importância de diferenciar o povo iraniano de seu governo, num apelo à convivência pacífica entre as nações.

A repercussão internacional do bombardeio foi ampla. Diversos governos e organizações multilaterais reagiram com preocupação. Países como Brasil e Alemanha condenaram tanto o ataque dos Estados Unidos quanto as ações retaliações por parte do Irã. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou temores de que o episódio leve a uma nova escalada bélica e pediu contenção às partes envolvidas.

No Conselho de Segurança das Nações Unidas, os governos do Irã e de Israel trocaram acusações e reafirmaram o direito à legítima defesa. Enquanto isso, movimentos pacifistas e organizações da sociedade civil ao redor do mundo seguem convocando manifestações, pedindo o fim imediato dos ataques e o respeito ao direito internacional.

A crescente tensão geopolítica, agravada pela presença de armamentos nucleares e rivalidades históricas, coloca o mundo diante de uma difícil situação. O clamor popular nas ruas, expressado nos protestos deste domingo, revela uma demanda urgente por soluções diplomáticas e pelo fim da violência como forma de resolução de conflitos. O desafio agora é transformar essas vozes em ação concreta, antes que a crise alcance proporções ainda mais devastadoras.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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