O dólar teve a maior queda do ano nesta segunda-feira (30) e fechou o mês de junho valendo R$ 5,435. Isso representa uma queda de quase 5% só neste mês e de 12% no primeiro semestre de 2025. É a maior baixa mensal da moeda americana desde julho de 2023, segundo dados do mercado financeiro.
Esse movimento de queda acontece por causa de um conjunto de fatores, tanto fora quanto dentro do Brasil, e traz impactos diretos para a vida das pessoas, como viagens mais baratas, produtos importados mais acessíveis e menos pressão nos preços em geral.

O que está fazendo o dólar cair?
O principal motivo está relacionado aos Estados Unidos. Por lá, o mercado acredita que o banco central americano (Federal Reserve) pode baixar os juros em breve. Isso acontece porque a economia dos EUA está crescendo menos, e a inflação está sob controle. Quando isso acontece, os investidores começam a buscar outros países para investir, onde eles podem ganhar mais — e o Brasil é um desses destinos.
Além disso, houve avanço em acordos comerciais entre os EUA e outros países, como Canadá e União Europeia. Isso acalmou o mercado internacional e aumentou a confiança para investir em países emergentes, como o Brasil.
No Brasil, o cenário também melhorou. Os dados do governo mostraram que o país arrecadou mais do que gastou, e isso foi bem recebido pelos investidores. Também foram divulgados números positivos de geração de empregos formais.
Outro fator que influenciou a cotação foi a chamada formação da Ptax, uma taxa média usada como referência no câmbio. Como o último dia útil de junho também é o fim do trimestre e do semestre, grandes investidores fizeram muitas operações, o que ajudou a empurrar o dólar para baixo.
O que muda na sua vida com o dólar mais barato?
O dólar em queda pode trazer vários benefícios diretos para o seu bolso. Um deles é para quem vai viajar para o exterior ou fazer compras em sites internacionais. Como o dólar turismo também caiu, as passagens, hotéis e compras com a moeda ficam mais acessíveis. Nesta segunda, o dólar turismo era vendido por cerca de R$ 5,69.
Outro efeito importante é sobre o preço dos combustíveis. O petróleo é negociado em dólar no mercado internacional. Quando o dólar cai, a gasolina e o diesel tendem a ficar mais baratos nas bombas. Isso também ajuda a reduzir os custos de transporte e frete de alimentos, o que pode segurar a inflação.
Além disso, produtos que vêm de fora do Brasil, como eletrônicos, medicamentos e peças de carro, também tendem a ficar mais baratos com o dólar mais baixo, pois o custo de importação diminui.
Por outro lado, as empresas que vendem para fora do país — as exportadoras — podem ganhar menos, já que elas recebem em dólar e precisam converter esse valor para real. Quando o dólar está baixo, o valor final em reais diminui. Mesmo assim, o momento atual é visto como positivo para a economia em geral.
E agora, o dólar vai continuar caindo?
Ainda não dá para saber com certeza. Tudo vai depender do que acontecer nos próximos dias, principalmente nos Estados Unidos. Nesta semana, será divulgado um importante relatório sobre empregos por lá. Se os números confirmarem que a economia americana está mais fraca, a chance de corte de juros aumenta — e isso pode fazer o dólar cair ainda mais.
Especialistas acreditam que, se nada de inesperado acontecer, o dólar pode continuar em um patamar mais baixo nas próximas semanas. Mas, como o mercado financeiro muda rápido, é sempre bom acompanhar.
Enquanto isso, consumidores e empresas podem aproveitar o momento para planejar viagens, compras e investimentos com mais tranquilidade.


