Daqui a duas semanas, São Paulo recebe a segunda edição do festival The Town, que se espalha pelo Autódromo de Interlagos, transformado na gigante “Cidade da Música”. A estrutura robusta, aliada a atrações internacionais e nacionais de peso, vai movimentar a economia paulista de forma expressiva.
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Impacto econômico estimado do The Town
A primeira edição do The Town, realizada em 2023, surpreendeu pelo alcance financeiro. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o festival gerou R$ 1,9 bilhão em efeitos diretos e indiretos, superando a estimativa inicial de R$ 1,7 bilhão.
Foram gerados 23,4 mil empregos diretos e indiretos, entre montagem, serviços, vendas e infraestrutura. No campo dos tributos, arrecadou-se aproximadamente R$ 213 milhões, considerando contribuições da organização e dos visitantes.
Para a edição de 2025, a expectativa do prefeito Ricardo Nunes é de impacto ainda maior: R$ 2 bilhões em movimentação econômica, cerca de R$ 100 milhões a mais do que em 2023.
Turistas e movimentos nos arredores de Interlagos
Na estreia, cerca de meio milhão de pessoas passaram pelo Autódromo em cinco dias de evento. A taxa de ocupação hoteleira chegou a 85%, indicando forte demanda por hospedagem. Além disso, houve 237 mil embarques em metrô e trem, além de outros tantos no serviço expresso, mostrando o impacto no transporte público.
Esse tipo de evento movimenta toda a cidade: aeroportos, rodoviárias, aplicativos de transporte, bares e restaurantes sentem o ritmo acelerado. A programação em datas espaçadas ainda prolonga a permanência dos visitantes na cidade.
Efeitos concretos para a região de Interlagos
A região apresenta aumentos notáveis em serviços e infraestrutura. A movimentação de público exige reforço em transporte, segurança, alimentação e limpeza. O uso intensivo do transporte público e expresso destaca o papel do sistema estadual em absorver fluxos pesados.
O número de empregos gerados indica que serviços locais, como: alimentação, hospedagem e mobilidade urbana, são diretamente beneficiados. A prefeitura já planeja melhorias físicas como novos acessos pelo portão G, duplicação da Ponte Interlagos, extensão da Marginal Pinheiros e mais arquibancadas, com vista à ampliação de eventos futuros no local.
Estrutura grandiosa e projeção cultural
O The Town não é apenas um evento de música, mas uma fábrica de consumo cultural. A “Cidade da Música” ocupa 460 mil m² (equivalente a 70 campos de futebol); tem 16 mil m² de grama sintética, 771 containers, 2.262 m² de painéis de LED, além de 150 km de fios elétricos.
Há ainda palcos como o Skyline, com 546 m² de LED e estrutura de 440 toneladas, The One com 30 telões, São Paulo Square que homenageia arquiteturas históricas, o Factory inspirado em galpões industriais e o Quebrada, que ganha cenografia urban cultural de ocupação periférica. A experiência é aberta e robusta, com gastronomia, brinquedos, iluminação, cenografia e tecnologia integrados no ambiente.
O ciclo econômico do festival
O ciclo de consumo começa na estrutura física e vai até o turismo. A cadeia inclui produção cenográfica, montagem, alimentação, hospedagem, transporte, cultura e segurança. O festival impulsiona toda essa rede, amplia a receita municipal, gera impostos e aquece a economia formal de diversos setores.
A expectativa é que, com a retomada em 2025, a economia de São Paulo novamente receba injeções de recursos que se espalham por toda a cidade, sobretudo na zona sul e arredores de Interlagos.


