O mercado de obras de arte movimenta bilhões em todo o mundo, e o debate sobre o acesso a esse universo por pessoas de baixa renda vem ganhando espaço. Embora grandes leilões e exposições internacionais concentrem obras avaliadas em valores milionários, especialistas e artistas defendem que a arte deve ser compreendida como um direito social, capaz de transformar vidas e abrir novas perspectivas.
No Brasil, iniciativas de inclusão cultural enfrentam desafios relacionados à falta de financiamento público, desigualdade social e concentração de equipamentos culturais em grandes centros urbanos. Em 2022, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que apenas 23% dos municípios brasileiros contavam com museus, enquanto 33% possuíam teatros ou salas de espetáculo.
Para o artista plástico Nikko Kali, que divide a carreira entre o Brasil e a França, o acesso à arte é um elemento essencial na formação humana, especialmente para quem enfrenta barreiras socioeconômicas.
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