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Pix bate recorde histórico com mais de 290 milhões de transações em um único dia

O sistema Pix, ferramenta de transferências financeiras criada pelo Banco Central do Brasil (BC), alcançou um novo recorde de movimentações. Na última sexta-feira, 5 de setembro, foram registradas mais de 290 milhões de transações em apenas um dia, somando um total de R$ 164,8 bilhões movimentados. Trata-se da maior marca já alcançada desde a criação do sistema, em novembro de 2020.

Pix bate recorde de transferências
Segundo o Banco Central, o resultado representa um marco importante para o funcionamento da economia brasileira | Foto: Reprodução/ Canva

O Pix, que permite transferências de valores em tempo real, gratuitas para pessoas físicas e disponíveis 24 horas por dia, tornou-se uma infraestrutura essencial para a movimentação de dinheiro no país.

A data do recorde coincide com o quinto dia útil de setembro, período em que muitas empresas realizam o pagamento de salários de seus funcionários. Como grande parte desses recursos é transferida eletronicamente, a demanda pelo Pix aumentou de forma significativa.

O recorde anterior havia sido registrado em 6 de junho deste ano, também em um quinto dia útil, quando o sistema processou 276,7 milhões de transações. Ou seja, em apenas três meses, o volume máximo diário cresceu em mais de 13 milhões de operações.

Por que o Pix cresce tanto

A ferramenta foi lançada oficialmente em novembro de 2020 com a proposta de modernizar o sistema de pagamentos no Brasil. Antes dele, transferir valores entre bancos em tempo real era possível apenas por meio do TED (Transferência Eletrônica Disponível), que tinha restrições de horário e muitas vezes implicava taxas elevadas.

Já o Pix trouxe algumas mudanças principais:

Disponibilidade: pode ser usado todos os dias, inclusive fins de semana e feriados, em qualquer horário.

Baixo custo: é gratuito para pessoas físicas, enquanto para empresas pode haver cobrança simbólica dependendo da instituição.

Rapidez: as transferências acontecem em segundos.

Acessibilidade: pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco ou de instituições financeiras, sem burocracia.

Essas características ajudaram a popularizar o sistema rapidamente. Em poucos anos, o Pix passou a ser a principal forma de pagamento entre brasileiros, superando o uso do cartão de débito, do crédito e até do dinheiro em espécie.

O Pix na vida do brasileiro

De acordo com levantamento divulgado pelo próprio Banco Central em 2023, cerca de 76,4% da população já utiliza o Pix de forma regular. Para efeito de comparação, o uso do cartão de débito aparece em segundo lugar, com 69,1%, seguido de perto pelo dinheiro em espécie (68,9%). Já o cartão de crédito, tradicional entre os consumidores, é usado por 51,6%.

Isso significa que, em apenas três anos, o Pix deixou de ser uma novidade tecnológica para se tornar parte da rotina da maioria da população. Ele é usado para transferências entre familiares e amigos, pagamento de compras no comércio, quitação de contas de consumo e até mesmo para o recolhimento de impostos.

O papel do sistema para a economia

O Banco Central considera o Pix uma infraestrutura digital pública. Isso significa que, mais do que facilitar a vida dos consumidores, o sistema se tornou uma ferramenta essencial para manter a economia em funcionamento. Quanto mais rápido e barato o dinheiro circula entre pessoas e empresas, maior é a eficiência no consumo e na produção.

A adoção em massa do Pix também reduz custos com meios de pagamento tradicionais, como o uso de papel-moeda ou tarifas de transferências bancárias. Além disso, amplia a inclusão financeira, já que permite que pessoas que não possuíam cartão de crédito ou cheque possam participar plenamente do sistema de pagamentos.

Tendências para o futuro

Desde o seu lançamento, o Pix passou por melhorias constantes. Entre as novidades estão o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem retirar dinheiro em estabelecimentos comerciais. Outra inovação em andamento é o Pix Automático, previsto para 2024, que facilitará pagamentos recorrentes, como assinaturas ou contas de consumo.

Há também discussões sobre a integração do Pix com o projeto do Drex, a moeda digital oficial em desenvolvimento pelo Banco Central. A ideia é criar um ecossistema ainda mais integrado e moderno para o sistema financeiro brasileiro.

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