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Aeroportos europeus sofrem ataque cibernético

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Aeroportos da Inglaterra, Bélgica e Alemanha foram alvo de um ataque cibernético na noite de sexta-feira, 19 de setembro e no sábado, 20 de setembro. Entre os locais atingidos está o Aeroporto de Heathrow, em Londres, considerado o mais movimentado da Europa, com mais de 79 milhões de passageiros atendidos em 2023, segundo dados do terminal.

A invasão afetou diretamente os sistemas de check-in e embarque, provocando atrasos e cancelamentos de voos. O ataque atingiu servidores vinculados à Collins Aerospace, empresa que fornece sistemas tecnológicos para companhias aéreas e aeroportos em diversas regiões do mundo.

Ataque cibernético compromete sistemas de check-in e embarque em aeroportos da Europa, provocando atrasos e custos para o setor aéreo | Foto: Reprodução/Canva
Ataque cibernético compromete sistemas de check-in e embarque em aeroportos da Europa, provocando atrasos e custos para o setor aéreo | Foto: Reprodução/Canva

Impacto em aeroporto de diferentes países

O Aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, informou em comunicado que o ataque causou a suspensão dos processos digitais de atendimento, obrigando a adoção do check-in manual. Segundo a administração, o incidente teve “grande impacto” nos horários de partida e chegada, com reflexos em conexões internacionais.

Na Alemanha, o Aeroporto de Brandemburgo, em Berlim, também foi afetado. Autoridades locais confirmaram que, após a identificação do ataque, as conexões com os sistemas digitais foram interrompidas para evitar a propagação da invasão. Assim como em Bruxelas, os passageiros precisaram realizar o check-in manualmente.

Em Londres, o Aeroporto de Heathrow informou que o “problema técnico” atingiu o sistema da Collins Aerospace, impactando especialmente o embarque de passageiros e o despacho de bagagens. A administração do terminal afirmou que o serviço foi parcialmente restabelecido, mas os passageiros deveriam checar o status dos voos antes de se deslocarem.

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Posição das empresas envolvidas

A RTX, companhia à qual pertence a Collins Aerospace, confirmou a ocorrência de uma “disrupção relacionada a algo cibernético” em seu software, mas não divulgou a lista completa dos aeroportos afetados. A empresa afirmou que o problema estava restrito ao atendimento no balcão e nos sistemas eletrônicos de embarque.

Segundo a RTX, os aeroportos conseguiram manter as operações com apoio de processos manuais, medida que reduziu o impacto do ataque, ainda que tenha provocado atrasos em larga escala. A companhia informou que técnicos trabalham para restaurar a normalidade nos sistemas e que autoridades de aviação civil estão acompanhando a situação.

Prejuízos econômicos do ataque

O setor aéreo foi diretamente impactado do ponto de vista financeiro. Estimativas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) indicam que atrasos e cancelamentos podem gerar custos médios de US$ 74 por minuto (cerca de R$ 400) para companhias aéreas, considerando combustível extra, equipes adicionais e indenizações aos passageiros.

No caso de aeroportos movimentados como Heathrow, que tem uma média de 1.300 voos diários, mesmo uma interrupção parcial pode significar milhões de reais em prejuízo em poucas horas. Além das empresas aéreas, hotéis, restaurantes e serviços de transporte também sofrem com a queda repentina no fluxo regular de passageiros.

Especialistas em segurança cibernética da consultoria PwC, afirmam que ataques a sistemas de aeroportos não afetam apenas companhias aéreas e viajantes, mas toda a cadeia econômica conectada ao turismo e ao comércio internacional.

Repercussão e orientações aos passageiros

Autoridades aeroportuárias dos três países recomendaram que passageiros verifiquem o status de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem para os terminais. Em Heathrow, as telas de informações exibiam atrasos médios de uma a duas horas em alguns voos, e dezenas de partidas foram canceladas.

Na Bélgica, a administração do Aeroporto de Bruxelas orientou os passageiros a chegarem com antecedência maior do que a usual, já que o processo de check-in manual aumenta o tempo de espera. Em Berlim, autoridades reforçaram que, embora a segurança dos passageiros não tenha sido comprometida, os atrasos poderiam se prolongar até a estabilização completa dos sistemas.

Contexto e registros anteriores

Ataques cibernéticos contra aeroportos e companhias aéreas têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Em 2023, a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) alertou para o crescimento de crimes digitais no setor aéreo, destacando a necessidade de reforço nos investimentos em segurança da informação.

Um relatório da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) apontou que os incidentes de ransomware e ataques de negação de serviço (DDoS) contra empresas do setor aéreo aumentaram 28% em 2023 em comparação com o ano anterior. A entidade destacou que os sistemas de check-in e reservas estão entre os mais vulneráveis, justamente por operarem com grande volume de dados sensíveis e acessos simultâneos.

Monitoramento em andamento

Até o momento, as autoridades de aviação civil da Inglaterra, Bélgica e Alemanha não confirmaram suspeitos ou grupos responsáveis pelo ataque. Equipes especializadas em segurança cibernética seguem atuando nos sistemas afetados para identificar a origem da invasão e evitar novos incidentes.

Segundo especialistas consultados pela imprensa internacional, ataques dessa natureza podem ter múltiplas motivações, incluindo fraudes financeiras, espionagem e até pressões políticas.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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