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Alta do dólar pode encarecer sua viagem: veja 6 dicas para se proteger

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Se você está se organizando ou planejando uma viagem internacional, a gestão da moeda estrangeira é um ponto que exige atenção máxima. É importante ficar atento às variações dos preços do dólar (ou outra moeda forte), pois ao deixar a compra para a última hora, você se expõe de forma perigosa a flutuações inesperadas da moeda. Afinal, uma subida repentina no valor do dólar pode encarecer drasticamente todo o seu projeto de viagem, desde passagens e hospedagem até gastos diários.

Planejar a compra com antecedência, adotar uma estratégia de fracionamento e ficar atento às taxas e aos custos totais são medidas que podem evitar surpresas financeiras desagradáveis e garantir que o orçamento da sua viagem permaneça sob controle.

Dólar em queda: moeda norte-americana chegou a R$ 5,44 em agosto de 2025, o menor valor em mais de um ano | Foto: Reprodução/Canva
Compre dólar apenas em bancos autorizados pelo Banco Central, corretoras reguladas ou casas de câmbio de reputação reconhecida. Isso reduz risco de golpes ou operações ilegais | Foto: Reprodução/Canva

1. Monitore diariamente e compre em etapas

Uma das principais e mais prudentes recomendações no mercado de câmbio é acompanhar a cotação do dólar todos os dias e, principalmente, evitar comprar todo o valor de uma vez só. Essa prática, conhecida como “dolarizar em etapas” ou “preço médio”, é uma forma inteligente de mitigar o risco cambial.

Fracionar a compra semanalmente ou mensalmente ajuda a diluir o risco de pagar um preço alto caso a cotação suba abruptamente logo após sua compra. Por exemplo, se o dólar custa R$ 5,28 hoje, e você compra uma pequena parte, e depois ele sobe para R$ 5,50, quem comprou tudo de uma vez vai ter um custo total alto.

Já quem comprou aos poucos terá um valor médio mais equilibrado (entre R$ 5,28 e R$ 5,50), protegendo-se contra o pico da alta. Essa disciplina de compra programada é um seguro contra a volatilidade do mercado.

Leia também: Saiba como se planejar financeiramente para viajar ao exterior

2. Priorize instituições confiáveis

A segurança da sua operação de câmbio é fundamental. Por isso, compre dólar apenas em instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil, como bancos de grande porte, corretoras reguladas ou casas de câmbio de reputação reconhecida e consolidada no mercado.

Essa escolha criteriosa é essencial para reduzir os riscos de cair em golpes, participar de operações ilegais ou receber notas falsas. É de suma importância verificar se a instituição está realmente habilitada para realizar operações de câmbio internacional.

Muitas vezes, propostas muito tentadoras de valores baixos podem vir de fontes não regulamentadas, expondo você a riscos financeiros significativos e possíveis prejuízos. A transparência e a conformidade legal devem ser prioridades.

3. Calcule o custo total da operação: cuidado com o “IOF Zero”

Um erro comum do viajante é focar apenas na cotação pura (o valor do dólar). No entanto, a cotação mostrada nos noticiários nem sempre é o que você vai pagar de fato. A operação de câmbio envolve custos adicionais cruciais:

  • Spread: é a diferença cobrada pela instituição entre o preço de compra e o preço de venda da moeda, sendo a margem de lucro da empresa.
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): uma alíquota federal obrigatória que incide sobre o câmbio.
  • Tarifas Administrativas: outras taxas que podem ser cobradas pela corretora ou banco.

Portanto, tenha cautela com propagandas de “câmbio com IOF zero” – muitas vezes, o spread ou as tarifas são inflacionados para compensar a isenção do imposto, e a operação pode, no fim, sair mais cara do que um câmbio tradicional com as taxas expostas. Sempre compare o Custo Efetivo Total (CET) entre diferentes bancos e casas de câmbio, e não apenas a cotação inicial.

4. Explore contas globais e cartões internacionais

A tecnologia revolucionou o mercado de câmbio. Ter uma conta internacional (conta global) ou utilizar cartões de débito/pré-pago em moeda estrangeira ligados a apps digitais tornou-se uma excelente alternativa à compra de papel-moeda.

Essas plataformas tendem a oferecer câmbios mais competitivos, uma vez que operam com custos mais enxutos. Além disso, elas podem diminuir consideravelmente a alíquota do IOF em relação ao cartão de crédito tradicional e o spread em comparação a algumas casas de câmbio.

O benefício prático é a redução do risco de carregar grandes quantias em espécie durante a viagem, proporcionando mais segurança e praticidade. Você compra o dólar na melhor cotação que encontrar no app e o utiliza no destino via débito ou saque.

5. Invista o dólar comprado até a viagem

Se você adotar a estratégia de comprar dólar com meses ou até um ano de antecedência, esse valor não precisa ficar parado. Uma tática inteligente é aplicar o dólar comprado em investimentos de baixo risco e alta liquidez.

Isso significa buscar opções que permitam o resgate rápido (D+0 ou D+1), como alguns fundos de investimento cambial ou contas remuneradas em dólar oferecidas por corretoras internacionais ou fintechs.

Essa aplicação evita deixar o dinheiro parado e exposto à inflação da moeda, permitindo que ele gere algum pequeno rendimento até o momento da viagem, otimizando o seu planejamento financeiro.

6. Mantenha-se informado: acompanhe notícias econômicas globais

O preço do dólar é reflexo direto de eventos globais. Para tomar decisões de compra mais informadas, é crucial ficar atento às decisões de política monetária do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), aos relatórios de inflação, ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e a quaisquer eventos geopolíticos que afetam o câmbio.

Diminuições repentinas do dólar, por exemplo, podem ser “janelas de oportunidade” para você antecipar compras maiores e, assim, reduzir significativamente seu custo médio final. Ao entender os fatores macroeconômicos por trás das flutuações, você consegue antecipar tendências e fazer compras estratégicas, tornando-se um planejador financeiro mais proativo.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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