O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, de 70 anos, começou nesta terça-feira, 21 de outubro, a cumprir uma pena de cinco anos de prisão em Paris. A Justiça da França concluiu que ele participou de um esquema para tentar obter dinheiro do regime líbio de Muammar Khadafi para financiar sua campanha eleitoral de 2007.

As investigações começaram há mais de uma década, quando promotores descobriram indícios de transferências ilegais de milhões de euros da Líbia, então governada por Khadafi, para pessoas ligadas à campanha de Sarkozy.
Segundo o Ministério Público francês, entre 2005 e 2007, aliados do então candidato negociaram repasses secretos, que poderiam chegar a 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 290 milhões). O objetivo seria turbinar os gastos de campanha que o impulsionaram à vitória presidencial.
Em troca, Sarkozy teria prometido melhorar as relações diplomáticas entre França e Líbia e abrir portas para negócios internacionais que favorecessem o regime líbio.
O tribunal entendeu que o ex-presidente não usou diretamente o dinheiro nem se beneficiou pessoalmente, mas considerou provado que ele contribuiu para montar a estrutura do esquema, o que configura conspiração criminosa. Além da prisão, Sarkozy foi condenado a pagar multa superior a R$ 600 mil.


