[anhembi_header_banner]

COP30 em Belém entra no terceiro dia e ganha reforço de segurança

A COP30 entrou em seu terceiro dia nesta quarta-feira, 12 de novembro, em Belém (PA) com forte mobilização dos órgãos de segurança. Após a invasão de manifestantes à chamada “Blue Zone”, área restrita aos negociadores internacionais, na noite anterior, 11 de novembro, equipes da Força Nacional e da Polícia Federal foram deslocadas para impedir novas entradas não credenciadas.

Mesas e cadeiras foram usadas como barricadas improvisadas para reforçar o controle de acesso.
A Zona Azul é o núcleo diplomático do evento, enquanto a “Zona Verde” (também mencionada como “Green Zone”) permanece aberta ao público para debates, feiras e painéis.

Leia também: Protestos na COP30 pedem taxação de bilionários e fim do petróleo na Amazônia

A programação da COP30 segue até o dia 21 de novembro. Nos próximos dias, além das negociações oficiais na Zona Azul, estão previstos painéis públicos e feiras na Zona Verde voltados ao tema “Agenda de Ação Climática”, com foco em adaptação, mitigação e desenvolvimento sustentável | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
A programação da COP30 segue até o dia 21 de novembro. Nos próximos dias, além das negociações oficiais na Zona Azul, estão previstos painéis públicos e feiras na Zona Verde voltados ao tema “Agenda de Ação Climática”, com foco em adaptação, mitigação e desenvolvimento sustentável | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Público e impacto local da COP30

Segundo estimativas do governo, entre 50 000 e 55 000 pessoas devem passar por Belém durante o evento, que reúne 194 países, segundo o ministro do Turismo, Celso Sabino. Para a população local, a presença desse público pode gerar impactos diretos.

A demanda por hospedagem sobe, o comércio local se movimenta, mas, ao mesmo tempo, há pressão sobre os serviços públicos, mobilidade e infraestrutura urbana. Por exemplo, residentes de bairros periféricos relatam faltas de água, saneamento irregular e dificuldades de acesso, enquanto a cidade lida com o fluxo extra de visitantes.

Protestos, povos indígenas e manifestações

Na manhã desta quarta-feira, um grupo indígena convidado para a conferência foi impedido de entrar na Zona Verde por “protocolo de segurança”, segundo relato da imprensa. Os portões foram fechados por volta das 14h.

Paralelamente, a “Barqueata da Cúpula dos Povos”, evento paralelo à COP30, reuniu dezenas de embarcações na Baía do Guajará, com participação de lideranças indígenas como o Raoni Metuktire, para protestar contra obras como a ferrovia Ferrogrão e a hidrovia no Rio Tapajós. Esses movimentos acendem debates sobre justiça climática, acesso à terra, participação da sociedade civil e representatividade dos povos tradicionais no evento.

A infraestrutura sob tensão

A escolha de Belém como sede para a COP30 trouxe à tona desafios logísticos. A cidade tradicionalmente dispõe de cerca de 18 mil leitos de hospedagem e precisou ampliar sua oferta para atender à demanda esperada. As tarifas de hospedagem chegaram a níveis elevados, com dificuldades para grupos de países de renda mais baixa participarem do evento com igualdade de condições. Na manhã desta quarta, também foram relatados atrasos e reforços na segurança da Zona Azul, como trocas de portas e maior presença de agentes nos acessos por raio-X.

O que vem pela frente?

A programação da COP30 segue até o dia 21 de novembro. Nos próximos dias, além das negociações oficiais na Zona Azul, estão previstos painéis públicos e feiras na Zona Verde voltados ao tema “Agenda de Ação Climática”, com foco em adaptação, mitigação e desenvolvimento sustentável.

Para os moradores de Belém e visitantes comuns, o evento significa mobilidade extra, aumento temporário de consumo e serviços, mas também necessidade de atenção para custos, deslocamentos e atenção aos impactos locais.

A Secretaria de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro participa da COP30, em Belém (PA), com uma agenda intensa voltada à discussão sobre justiça climática e adaptação urbana. Representando o município, a secretária Tainá de Paula integra painéis e encontros temáticos que abordam desde a cooperação latino-americana até a liderança das mulheres na política ambiental.

Entre os compromissos, estão o lançamento da Agenda Ambiental Latino-Americana, no Hub da Sociedade Civil, e a mesa de alto nível sobre Ação Climática Global, que reúne representantes de diferentes países para debater o papel das cidades na transição ecológica.

À tarde, Tainá participa do encontro “Cidades que Cuidam – Mulheres Parlamentares pela Adaptação Climática Urbana”, espaço dedicado à troca de experiências entre gestoras públicas e lideranças comunitárias sobre soluções sustentáveis para áreas urbanas vulneráveis.

A presença da Secretaria reforça o protagonismo do Rio de Janeiro nas pautas ambientais, com foco na integração entre políticas locais e metas globais de sustentabilidade. A participação também destaca o compromisso da cidade em ampliar o diálogo entre clima, desigualdade e planejamento urbano, levando a voz das periferias e das comunidades tradicionais para o centro das decisões internacionais sobre o futuro do planeta.

Sugestões para você

Atualize-se.
Receba Nossa Newsletter Semanal