Organizar o orçamento familiar será um dos principais desafios das famílias brasileiras em 2026. A combinação de inflação mais alta em alguns itens essenciais, aumento do custo de vida e persistência do endividamento leva especialistas a reforçarem a importância de um planejamento financeiro simples, mas consistente.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em outubro de 2025, 77,8% das famílias brasileiras declararam estar endividadas. O número é um dos maiores da série histórica iniciada em 2010.
Ao mesmo tempo, dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em novembro de 2025, mostram que o rendimento médio real do trabalhador chegou a R$ 3.507 no terceiro trimestre do ano. O avanço de 4% em relação ao mesmo período de 2024 oferece algum alívio, mas especialistas apontam que o aumento no salário não acompanha o ritmo do custo de vida.
Diante disso, definir um orçamento claro e consistente se torna uma das estratégias mais eficazes para equilibrar as finanças em 2026.
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