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Desemprego no Brasil atinge menor nível da história em 11 estados e no DF, aponta IBGE

O mercado de trabalho brasileiro vive um momento histórico. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 14 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dez estados e o Distrito Federal registraram, no terceiro trimestre de 2024, a menor taxa de desemprego desde 2012, quando a pesquisa começou a ser feita.

Esses resultados fazem parte da Pnad Contínua Trimestral, levantamento que acompanha a situação de trabalho da população brasileira.

Desemprego cai novamente no Brasil
O cenário positivo também aparece no dado nacional: o Brasil terminou o período com desemprego de 5,6%, o menor já registrado na série histórica | Foto: Reprodução/ Canva

Estados que bateram recorde de menor desemprego

Segundo o IBGE, alcançaram o menor nível de desocupação dos últimos 12 anos:

  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Paraíba
  • Rio Grande do Norte
  • Rio Grande do Sul
  • Sergipe
  • Tocantins

Apesar de não estar na lista de recorde histórico, Santa Catarina divide o posto de menor taxa de desemprego do país, com 2,3%, empatada com o Mato Grosso. O resultado é considerado estável pelo IBGE em relação ao segundo trimestre.

Como a pesquisa mede o desemprego?

A Pnad Contínua analisa pessoas com 14 anos ou mais e considera diversas formas de trabalho:

  • Com carteira assinada
  • Sem carteira
  • Temporário
  • Por conta própria

Para o IBGE, somente é considerado desempregado quem procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. O levantamento visita 211 mil domicílios em todas as regiões do país.

Ranking das menores taxas de desemprego

Os estados com menor desocupação no trimestre foram:

  • Santa Catarina: 2,3%
  • Mato Grosso: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Espírito Santo: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,9%
  • Paraná: 3,5%
  • Tocantins: 3,8%
  • Minas Gerais: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,1%
  • Goiás: 4,3%
  • Roraima: 4,7%
  • São Paulo: 5,2%
  • Brasil: 5,6%

As maiores taxas aparecem nos seguintes estados:

  • Maranhão: 6,1%
  • Ceará: 6,4%
  • Pará: 6,5%
  • Paraíba: 7,0%
  • Acre: 7,4%
  • Piauí: 7,5%
  • Rio Grande do Norte: 7,5%
  • Rio de Janeiro: 7,5%
  • Amazonas: 7,6%
  • Alagoas: 7,7%
  • Sergipe: 7,7%
  • Distrito Federal: 8,0%
  • Bahia: 8,5%
  • Amapá: 8,7%
  • Pernambuco: 10%

Por que alguns estados têm taxas tão baixas?

Segundo o analista do IBGE, William Kratochwill, o principal fator é a estrutura econômica de cada região. Ele explica que cada estado tem particularidades que influenciam no nível de emprego.

Em Santa Catarina, por exemplo, há o maior percentual de trabalhadores empregados na indústria, setor que costuma gerar empregos mais estáveis e com maior formalização. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o agronegócio é a base da economia e ajuda a manter os índices de ocupação elevados.

Por que o desemprego é maior em outras regiões?

O Nordeste aparece com algumas das taxas mais altas. Kratochwill explica que a região é “menos desenvolvida economicamente”, além de ter nível de escolaridade mais baixo. A falta de mão de obra qualificada reduz o ritmo de crescimento econômico e dificulta a geração de empregos formais.

O percentual de trabalhadores formais no setor privado é um indicador importante da qualidade dos empregos. A média nacional é de 74,4%. Oito estados superam essa média:

  • Santa Catarina: 88,0%
  • São Paulo: 82,8%
  • Rio Grande do Sul: 82,0%
  • Mato Grosso do Sul: 80,8%
  • Paraná: 80,7%
  • Mato Grosso: 78,9%
  • Rio de Janeiro: 76,7%
  • Distrito Federal: 76,3%

Por outro lado, sete estados têm menos de 60% dos trabalhadores com carteira assinada:

  • Maranhão: 51,9%
  • Piauí: 52,4%
  • Paraíba: 55,3%
  • Pará: 56,8%
  • Acre: 58,1%
  • Ceará: 58,9%
  • Bahia: 59,3%

Essas diferenças mostram como a qualidade do emprego ainda varia muito entre as regiões brasileiras.

O que os números mostram sobre o país

O novo levantamento revela um momento importante para o mercado de trabalho. A queda no desemprego reforça a recuperação da economia e mostra que mais pessoas estão conseguindo se ocupar, seja em vagas formais, informais ou por conta própria.

Ao mesmo tempo, os dados deixam claro que ainda existe grande desigualdade entre os estados. Regiões com indústria forte, agronegócio ativo e maior escolaridade lideram os menores índices de desemprego, enquanto áreas com menos desenvolvimento seguem enfrentando desafios.

Mesmo assim, o resultado nacional de 5,6%, o menor em 12 anos, representa um avanço significativo.

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