IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%
Ao vivo

Forbes divulga as 10 empresas mais inovadoras do Brasil; veja quem está puxando a fila da tecnologia e eficiência

Por

·

A Forbes divulgou nesta quarta-feira, 26 de novembro, a lista das dez empresas mais inovadoras do Brasil, destacando companhias que se diferenciam não só pela tecnologia, mas pela capacidade de transformar ideias em resultados práticos, com mais eficiência, mais produtividade, novos mercados e soluções que facilitam a vida de consumidores e empresas.

São negócios que mostram força em pesquisa, uso de inteligência artificial, mudanças estruturais e produtos inéditos. Mesmo atuando em áreas muito diferentes, todas têm algo em comum: apostaram pesado em inovação como estratégia central.

Forbes lança ranking das empresas mais inovadoras do Brasil
Ranking analisou empresas de diversos segmentos e a forma como aplicam a tecnologia | Foto: Reprodução / Canva

Do campo ao laboratório: agro aposta em tecnologia de ponta

Na agricultura, a Biotrop vem ocupando espaço relevante desde sua criação, em 2018. A empresa produz bioinsumos, como biofertilizantes e estimulantes naturais, e aposta em avançar em bioherbicidas, área cada vez mais importante para reduzir o uso de químicos nas lavouras. Com centros no Brasil, Estados Unidos e Europa, a empresa trabalha com sequenciamento de microrganismos e coleta de dados do solo para criar produtos adaptados especialmente à agricultura tropical.

A equipe multidisciplinar reúne biólogos, agrônomos, engenheiros e especialistas em dados, que usam ferramentas modernas para prever como cada solução funciona em diferentes condições. Segundo a Biotrop, o Brasil tem potencial para ser líder global em biológicos devido à variedade de biomas e do tamanho da produção agrícola.

Também no agro, o Grupo Campanelli, dono de uma grande operação de pecuária em Altair (SP), criou um centro de inovação dentro da própria fazenda. No local, 3,7 mil animais passam por monitoramento diário com chips e sensores que registram consumo, movimento, ganho de peso e comportamento. Esses dados ajudam a testar dietas e aditivos em grande escala, reduzindo erros e aumentando a eficiência.

O resultado já virou artigos científicos e melhorias práticas: ganho mais rápido de peso, redução do consumo de água e diminuição das emissões por animal. A fazenda também usa parte dos resíduos para produzir biofertilizantes, fechando um ciclo sustentável entre lavoura e pecuária.

Indústria, energia e mobilidade aceleram o ritmo da inovação

A montadora chinesa BYD, que já lidera o mercado global de carros elétricos, consolidou sua presença no Brasil com uma fábrica na Bahia e projetos adaptados ao país, como o híbrido plug-in que também usa etanol. A tecnologia de baterias da empresa, considerada uma das mais avançadas do mundo, ganhou um novo capítulo com a Super e-Platform, que permite recargas extremamente rápidas.

A operação brasileira também vem crescendo: a fábrica foi construída em 15 meses, já emprega mais de 1.500 pessoas e pode chegar a 20 mil empregos diretos e indiretos.

No setor aeronáutico, a Embraer ampliou sua reputação ao criar a Plataforma Demonstradora de Novas Tecnologias (PDNT), um verdadeiro laboratório voador, capaz de testar sistemas sem piloto a bordo. A iniciativa reduz custo, acelera pesquisas e aproxima indústria, governo e universidades.

Além disso, a empresa expandiu o uso de IA para planejar a cadeia de suprimentos e para prever manutenção, reforçando sua posição como uma das marcas brasileiras mais reconhecidas no mundo em inovação.

Na área de energia, a Isa Energia Brasil tem apostado em soluções inéditas no país. A empresa instalou o primeiro sistema de baterias em larga escala para evitar apagões em cidades do litoral paulista. O equipamento guarda energia para momentos de pico, quando a demanda cresce muito. A companhia também adotou drones e IA para inspecionar subestações com mais rapidez, reduzindo falhas e melhorando a segurança da rede.

Com milhões de consumidores gerando energia por conta própria, esse tipo de solução se tornou peça central para manter estabilidade no sistema elétrico nacional.

Saúde, seguros e construção investem em digitalização e processos mais rápidos

A farmacêutica EMS reforçou sua posição ao desenvolver as primeiras canetas de GLP-1 produzidas inteiramente no Brasil, que são medicamentos usados para controle de peso e diabetes. Com mais de 800 cientistas e investimentos bilionários em pesquisa, a empresa também usa IA para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos.

A expectativa para os próximos anos inclui crescimento de produção, novos laboratórios e até a entrada no mercado de medicamentos à base de semaglutida quando a patente do Ozempic cair.

No setor de construção, a MRV apostou em industrialização e tecnologia para acelerar obras e reduzir custos. A empresa fabrica módulos completos em galpões industriais e apenas encaixa as peças nos prédios em construção. A estratégia diminui erros, reduz desperdício e aumenta previsibilidade. Além disso, a companhia usa modelagem digital (BIM — Building Information Modeling), assistentes virtuais para corretores de imóveis e ferramentas de IA para engenheiros, tornando a operação mais rápida e padronizada.

A seguradora Porto passou por uma grande reorganização e criou um ecossistema digital que integra seguros, saúde, banco e serviços. Uma plataforma de IA analisou milhares de horas de atendimento para identificar falhas e oportunidades.

A empresa uniu diversas áreas para oferecer serviços centralizados no aplicativo, hoje com mais de 4,4 milhões de usuários. Com isso, ampliou receita, aumentou eficiência e fortaleceu a marca, que alcançou posições expressivas em rankings nacionais.

Tecnologia e esporte fecham a lista da Forbes com Totvs e Vulcabras

Líder em sistemas de gestão para empresas, a Totvs deu um passo decisivo ao incorporar a Linx, referência no varejo. A unificação criou uma plataforma que integra gestão financeira, relacionamento com clientes e ferramentas com IA voltadas para pequenos e médios negócios. A companhia também passou a investir mais em pesquisa e reorganizou sua estrutura para acelerar produtos com automação e análise em tempo real.

Fechando a lista, a Vulcabras, dona de marcas como Olympikus e Mizuno, reforçou seu foco em inovação ao investir R$ 1 bilhão em pesquisa, testes de materiais e modernização de fábricas. Um dos destaques é o tênis com placa de grafeno, desenvolvido com parceria universitária, que elevou o padrão de produtos esportivos nacionais.

O centro de pesquisa da empresa conta com mais de 700 profissionais e usa tecnologias como IA, impressão 3D e realidade virtual para acelerar o desenvolvimento de calçados. A companhia ainda aposta em energia eólica nas fábricas, reduzindo impacto ambiental e custos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade