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Renda apertada redefine o Natal de 2025 e força famílias a reverem consumo

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O Natal de 2025 chega com um comportamento mais contido por parte dos consumidores brasileiros. Um levantamento realizado pela Hibou, empresa de pesquisa e insights de mercado e consumo, em parceria com a Score Agency aponta que a disposição financeira para os gastos típicos da data está menor em comparação aos anos anteriores.

Segundo a pesquisa, quase 27% dos entrevistados afirmam sentir que têm menos dinheiro no bolso neste fim de ano, percepção que tem impacto direto nas decisões de consumo relacionadas a presentes, ceia e lazer.

O estudo foi realizado no final de novembro e ouviu 1.433 brasileiros com mais de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do país, por meio de painel online. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%, conforme divulgado pelas instituições responsáveis pelo levantamento.

Leia também: Entenda o custo das academias no orçamento das famílias

Com menos dinheiro disponível, famílias ajustam gastos e prioridades na data festiva | Foto: Reprodução/Canva

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Com menos dinheiro disponível, famílias ajustam gastos e prioridades na data festiva | Foto: Reprodução/Canva

Percepção sobre o Natal piora em relação a 2024

Os dados indicam uma mudança na forma como os brasileiros enxergam o período natalino. Em 2024, 42% dos entrevistados acreditavam que o Natal seria melhor do que o do ano anterior. Em 2025, esse percentual caiu para 39%. Ao mesmo tempo, cresceu a parcela daqueles que avaliam que a data será pior, passando para 14%.

A redução do otimismo está relacionada a fatores como renda disponível mais apertada e aumento do endividamento das famílias, cenário que influencia diretamente o planejamento financeiro para o fim do ano.

Quase metade não pretende comprar presentes

Um dos principais reflexos da cautela financeira aparece na intenção de presentear. De acordo com a pesquisa, 49% dos brasileiros afirmam que não irão comprar presentes neste Natal. Entre os motivos citados estão a falta de dinheiro, apontada por 31% dos entrevistados, o endividamento, mencionado por 17%, e a decisão de economizar, destacada por 15%.

Entre aqueles que ainda pretendem comprar presentes, a prioridade será a família mais próxima. Os filhos lideram a lista, com 54% das menções, seguidos pelos pais, com 49%, e pelos cônjuges, com 47%. Apenas 20% afirmam que pretendem comprar algo para si mesmos ou para afilhados.

Presentes para pets ganham espaço

Um dado que chama atenção no levantamento é o crescimento das intenções de compra de presentes para animais de estimação. Segundo a pesquisa, 28% dos entrevistados afirmam que pretendem presentear seus pets, percentual superior ao registrado para amigos, que aparece com 22% das menções.

O dado indica uma mudança nos hábitos de consumo e no destino dos gastos natalinos, com maior presença dos animais de estimação no orçamento das famílias brasileiras.

Compras online lideram, mas prazo preocupa

O comércio eletrônico segue como o principal canal de compras para o Natal. De acordo com o levantamento, 66% dos brasileiros pretendem realizar suas compras pela internet. Shoppings aparecem em seguida, com 48% das intenções, enquanto lojas de rua somam 43%.

Apesar da preferência pelo e-commerce, o prazo de entrega preocupa 68% dos entrevistados. Por isso, 35% afirmam que aproveitaram os descontos de novembro, como os da Black Friday, para antecipar as compras e evitar atrasos.

Entre as plataformas mais citadas estão o Mercado Livre, com 59% da preferência, e Shopee e Shein, ambas mencionadas por 50% dos respondentes. A Amazon aparece em 40% das citações.

Ticket médio fica entre R$ 250 e R$ 500

O controle dos gastos também aparece no valor médio que os consumidores pretendem desembolsar. Segundo 28% dos entrevistados, o tíquete médio para compras de Natal deve ficar entre R$ 250 e R$ 500. O salário mensal é apontado como a principal fonte de recursos para esses gastos, citado por 49%, seguido pela segunda parcela do 13º salário, mencionada por 24%.

Os produtos mais procurados incluem roupas e acessórios, presentes em 64% das intenções de compra. Perfumes e cosméticos aparecem em seguida, com 36%, enquanto brinquedos somam 35%.

Ceia também passa por ajustes

A cautela financeira se reflete ainda na composição da ceia de Natal. O tradicional peru continua sendo o prato mais citado, com 17% das menções. O consumo de Chester apresenta leve queda, passando de 11% em 2024 para 10% em 2025. Pernil e rabanada aparecem com 9% e 8%, respectivamente.

Pouco mais de um quarto dos entrevistados, o equivalente a 26%, afirma que pretende gastar entre R$ 250 e R$ 500 a mais do que sua rotina mensal com alimentação durante o período natalino, indicando que a celebração permanece, mas com orçamento mais controlado.

Preferência por pequenos comércios

Outro dado relevante da pesquisa aponta que 56% dos brasileiros gostariam de comprar de pequenos comércios neste Natal. A intenção reflete uma tentativa de equilibrar o consumo entre praticidade, preço e apoio ao comércio local, mesmo em um cenário de restrição financeira.

A combinação de menor disposição para gastos, priorização da família e ajustes no padrão de consumo revela um Natal marcado por decisões mais cautelosas, conforme mostram os dados levantados pela Hibou e pela Score Agency.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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