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Google anuncia Gemini com respostas personalizadas a partir de Gmail, YouTube e outros apps

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O Google anunciou uma novidade para o Gemini, seu assistente de inteligência artificial. A ferramenta passará a oferecer respostas personalizadas com base na integração com outros aplicativos da empresa, como Gmail, Fotos, YouTube e Busca.

Gemini terá personalização
Ainda não há previsão de lançamento para outros mercados, incluindo o Brasil | Foto: Reprodução / Divulgação/ Google

A funcionalidade continua em fase de testes (beta) e, por enquanto, foi liberada apenas nos Estados Unidos. Segundo o Google, o acesso será disponibilizado de forma gradual ao longo da próxima semana para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra no país.

Como funciona a personalização do Gemini?

A nova função permite que o Gemini utilize informações já existentes em outros serviços do Google para entregar respostas mais alinhadas ao perfil e às necessidades de cada usuário. Essa integração é opcional e pode ser ativada ou desativada a qualquer momento, conforme a preferência de quem utiliza a ferramenta.

Na prática, o assistente passa a cruzar dados de diferentes aplicativos para compreender melhor o contexto das perguntas feitas. Isso significa que o Gemini deixa de responder apenas com informações genéricas e passa a considerar hábitos, históricos e conteúdos já salvos pelo próprio usuário dentro do ecossistema do Google. A empresa chama esse recurso de Personal Intelligence, ou inteligência personalizada.

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No comunicado divulgado à imprensa, o Google apresentou um exemplo prático para explicar como a personalização funciona. No cenário descrito, um usuário precisava trocar os pneus do carro e recorreu ao Gemini para obter ajuda.

Com a integração ativada, o assistente identificou o modelo do veículo e indicou as especificações corretas dos pneus. Em seguida, sugeriu opções diferentes, como um pneu voltado para o uso diário e outro indicado para todas as condições climáticas.

O diferencial está no contexto: o Gemini fez referência a viagens em família para o estado de Oklahoma, informações que estavam armazenadas no Google Fotos. A partir disso, reuniu avaliações de outros consumidores e preços, ajudando o usuário a tomar uma decisão mais informada.

Integração amplia utilidade, mas mantém controle do usuário

Apesar de usar dados de diferentes aplicativos, o Google afirma que o controle continua nas mãos do usuário. A integração entre os serviços pode ser desligada a qualquer momento, e o Gemini só acessa informações que já existem nos produtos da empresa.

Segundo a companhia, a proposta é tornar o assistente mais útil no dia a dia, sem exigir que a pessoa repita dados ou explique novamente situações que já fazem parte do seu histórico digital.

Esse tipo de personalização aproxima o Gemini de tarefas práticas, como planejamento de compras, organização de compromissos, buscas mais precisas e recomendações adaptadas à rotina.

Dados não são usados para treinar a inteligência artificial

Um dos principais pontos destacados pelo Google é a proteção dos dados pessoais. A empresa reforçou que as informações utilizadas para personalizar as respostas não são usadas para treinar os modelos de inteligência artificial.

Isso significa que o histórico de e-mails, fotos, buscas ou vídeos não passa a alimentar o aprendizado geral do sistema. Os dados servem apenas como referência pontual, no momento em que o usuário faz uma solicitação.

Além disso, o Google informou que informações sensíveis, como dados relacionados à saúde, não são usadas automaticamente pelo Gemini. Esse tipo de conteúdo só entra na resposta se o próprio usuário solicitar de forma explícita.

Foco em segurança e privacidade

No comunicado, o Google tentou esclarecer possíveis preocupações com privacidade usando uma analogia simples. A empresa afirmou que o sistema não é treinado para “aprender” informações pessoais específicas, como o número da placa de um carro.

A lógica, segundo o texto, é diferente: o treinamento serve para que o assistente entenda o pedido do usuário e saiba onde localizar a informação correta, caso ela já exista nos serviços do Google e esteja autorizada para uso. Com isso, a empresa busca reforçar que a personalização não significa vigilância, mas sim uma forma de aproveitar dados já fornecidos pelo próprio usuário para melhorar a experiência.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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