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Itaú lucra R$ 12,3 bilhões no fim de 2025 e alcança melhor rentabilidade em 10 anos

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O Itaú Unibanco encerrou 2025 com um dos melhores desempenhos de sua história recente. No quarto trimestre, o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões, valor 13,2% maior do que o apurado no mesmo período de 2024.

O lucro mostra quanto o banco conseguiu ganhar após pagar todas as despesas e perdas. Com esse desempenho, o Itaú reforça sua posição como o maior banco da América Latina, considerando o tamanho das operações que administra.

Lucro do Itaú chega a R$ 12,3 bilhões, 13,2% maior do que no mesmo período em 2024
O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro e representou o nível mais alto de rentabilidade da instituição desde 2015 | Foto: Reprodução / Canva

Além dos números do trimestre, o banco também divulgou suas previsões para 2026 e anunciou um novo programa de recompra de ações, medidas que ajudam a entender como a instituição enxerga o próprio desempenho nos próximos meses.

Rentabilidade indica uso mais eficiente do dinheiro dos acionistas

Um dos principais destaques do balanço foi o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado, o ROE ( Return on Equity, traduzido como Retorno sobre o Patrimônio Líquido). Esse indicador mede quanto o banco consegue lucrar usando o dinheiro investido pelos acionistas. No quarto trimestre, o ROE do Itaú chegou a 24,4%, acima dos 22,1% registrados no mesmo período de 2024.

Isso significa que, a cada R$ 100 aplicados no banco, cerca de R$ 24 voltaram em forma de lucro ao longo de um ano. Esse é o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2015, quando o índice havia alcançado 24,8%, mostrando um avanço importante na eficiência da instituição.

Quanto maior o ROE, melhor tende a ser o aproveitamento dos recursos, o que costuma ser visto de forma positiva por investidores e pelo mercado financeiro.

Resultado no Brasil impulsiona desempenho do banco

As operações realizadas no Brasil tiveram papel central nesse resultado. Nos últimos três meses de 2025, o ROE do Itaú no mercado brasileiro atingiu 26%, contra 23,4% no mesmo período do ano anterior. Esse número indica que as atividades no país geraram um retorno ainda maior do que a média do grupo.

Esse avanço está ligado a uma gestão mais cuidadosa do crédito, com concessão de empréstimos de forma mais seletiva, além de controle de custos e manutenção das margens de ganho. Em um cenário de juros elevados, conseguir equilibrar esses fatores se torna essencial para preservar os resultados. Isso mostra que o banco conseguiu ganhar mais dinheiro sem assumir riscos excessivos, mesmo em um ambiente econômico que ainda exige atenção.

Projeções para 2026 mostram crescimento com cautela

O Itaú também apresentou suas estimativas para 2026, dando pistas sobre o ritmo esperado para o próximo ano. A instituição projeta que a carteira total de crédito, que reúne empréstimos, financiamentos e outras operações com clientes, cresça entre 5,5% e 9,5%.

Já o custo do crédito, que representa as perdas com clientes que deixam de pagar suas dívidas, deve ficar entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões. Esse número mostra quanto o banco separa como proteção contra a inadimplência.

Outro ponto importante é a margem financeira com clientes, que é a diferença entre o que o banco ganha ao emprestar dinheiro e o que paga para captar esses recursos. Para 2026, a expectativa é de crescimento entre 5% e 9%, indicando melhora gradual dos ganhos com as operações financeiras.

Recompra de ações reforça confiança no futuro

Além das projeções, o Itaú anunciou um novo programa de recompra de até 200 milhões de ações preferenciais. Esse tipo de operação acontece quando a própria empresa compra suas ações no mercado, reduzindo a quantidade de papéis em circulação.

Isso costuma beneficiar os acionistas, já que cada ação passa a representar uma fatia maior do lucro. A recompra também é vista como um sinal de confiança da empresa em sua geração de caixa e em seus resultados futuros.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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