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Torneio Rio Open evidencia como o tênis movimenta turismo, empregos e negócios

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O tênis voltou ao centro das atenções no Brasil com o crescimento de eventos, academias e marcas ligadas ao esporte. Competições como o torneio Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul , atraem patrocinadores, turistas e cobertura internacional, mostrando que a modalidade vai muito além das quadras: ela movimenta a economia, cria empregos e influencia o mercado de trabalho.

Mesmo assim, o tênis ainda é visto como um esporte de elite. Entender por que e quanto custa praticar, ajuda a explicar o impacto social e econômico dessa atividade no país.

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Quadras cheias durante o Rio Open mostram como o tênis impulsiona turismo, negócios e empregos no Brasil, mesmo ainda sendo considerado um esporte de elite | Foto: Reprodução/Canva
Quadras cheias durante o Rio Open mostram como o tênis impulsiona turismo, negócios e empregos no Brasil, mesmo ainda sendo considerado um esporte de elite | Foto: Reprodução/Canva

Um mercado que cresce com eventos, patrocínios e turismo

O tênis gera receita em diferentes frentes: venda de equipamentos, mensalidades de clubes, aulas particulares, turismo esportivo e publicidade. Quando grandes torneios acontecem, hotéis, restaurantes e transporte também lucram. O Rio Open, por exemplo, traz atletas, equipes técnicas, jornalistas e turistas, aumentando a ocupação hoteleira e o consumo na cidade.

Além disso, academias e escolas de tênis cresceram nos últimos anos, especialmente em capitais e cidades médias. Isso cria empregos para professores, fisioterapeutas, preparadores físicos e até profissionais de marketing esportivo.

No Brasil, nomes como Gustavo Kuerten e Beatriz Haddad Maia ajudam a popularizar o esporte e atraem patrocinadores, inspirando novos atletas e negócios ligados à modalidade.

Por que o tênis é considerado esporte de elite?

O principal motivo é o custo. Diferente do futebol ou da corrida, o tênis exige estrutura específica: quadra, equipamentos e aulas técnicas. Historicamente, o esporte se desenvolveu dentro de clubes privados no Brasil, que cobram mensalidades altas. Isso criou uma barreira de entrada social, fazendo com que a prática ficasse concentrada em famílias de renda mais alta.

Além disso, a formação de atletas profissionais exige viagens, treinadores especializados e participação em torneios desde a infância. Esse investimento pode ultrapassar centenas de milhares de reais ao longo da carreira.

Nos últimos anos, projetos sociais e quadras públicas têm ampliado o acesso, mas o estigma de esporte elitizado ainda existe.

Quanto custa jogar tênis no Brasil?

Os valores variam muito dependendo da cidade e do nível de treino, mas é possível ter uma ideia média. Uma raquete básica custa entre R$ 300 e R$ 800, enquanto modelos profissionais passam de R$ 1.500. Bolas precisam ser trocadas com frequência e custam cerca de R$ 30 a R$ 50 o tubo.

Aula em grupo pode custar entre R$ 80 e R$ 200 por hora. Aula individual chega a R$ 300 ou mais, especialmente em clubes renomados. Mensalidades de clubes com quadra de tênis variam de R$ 200 a mais de R$ 1.500 por mês. Em cidades menores, projetos municipais podem oferecer quadras gratuitas, reduzindo o custo.

Para quem quer competir, há ainda despesas com viagens, inscrição em torneios, uniformes e acompanhamento físico. Para famílias do público C, D e E, isso significa que o tênis ainda não é um esporte barato, mas existem alternativas com aulas coletivas, quadras públicas e programas sociais.

Por que profissionais do tênis são valorizados no mercado?

Atletas e treinadores de tênis costumam ser bem vistos no mercado corporativo por causa das habilidades desenvolvidas no esporte. O tênis exige disciplina, concentração, estratégia, controle emocional e capacidade de lidar com pressão, características valorizadas em empresas.

Executivos que jogam tênis também usam o esporte como networking. Muitos negócios começam em clubes e torneios amadores, onde empresários e investidores se encontram. Por isso, o tênis é associado a status e conexões profissionais, reforçando a imagem de esporte ligado a pessoas de maior renda.

O impacto econômico vai além das quadras

O tênis movimenta lojas esportivas, marcas de roupas, clínicas de fisioterapia, turismo e mídia. Também gera empregos diretos e indiretos. Com o crescimento do esporte feminino e juvenil, o mercado tende a expandir ainda mais. Academias populares e quadras públicas podem democratizar o acesso, ampliando o público e o consumo. Para o Brasil, o desafio é transformar o tênis em um esporte mais acessível, sem perder seu potencial econômico.

Vale a pena investir no tênis?

Para quem quer começar, o tênis pode ser caro, mas traz benefícios físicos, mentais e sociais. Projetos sociais, quadras públicas e aulas coletivas ajudam a reduzir custos. Além disso, o esporte pode abrir portas profissionais e ampliar redes de contato.

O tênis, portanto, não é apenas lazer. Ele é um setor econômico relevante e um símbolo social que mostra como esporte, renda e oportunidades estão conectados no Brasil.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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