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Brasil no topo: 11 praias entram para a lista das 100 melhores do mundo

Um ranking divulgado pela plataforma especializada The World’s 50 Best Beaches, em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos, incluiu 11 praias brasileiras entre as 100 melhores do mundo em 2026.

A seleção foi realizada por um painel com mais de mil especialistas em turismo, jornalistas, influenciadores e profissionais do setor de viagens de diversos países.

A presença expressiva do país na lista reforça a competitividade dos destinos nacionais e amplia a visibilidade internacional de regiões que dependem fortemente da atividade turística para movimentar suas economias.

Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE): uma das 11 praias brasileiras que figuram no ranking das 100 melhores do mundo em 2026 | Foto: Reprodução/ Georgia Kyrillos/ Governo de Pernambuco
Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE): uma das 11 praias brasileiras que figuram no ranking das 100 melhores do mundo em 2026 | Foto: Reprodução/ Georgia Kyrillos/ Governo de Pernambuco

As 11 praias brasileiras no ranking mundial

Entre os destinos nacionais, a melhor colocada foi a Praia de Atins, nos Lençóis Maranhenses, que alcançou a 7ª posição global. Confira a lista completa:

  • Praia de Atins (Lençóis Maranhenses – MA) – 7º lugar
  • Baía do Sancho (Fernando de Noronha – PE) – 10º lugar
  • Praia de Copacabana (Rio de Janeiro – RJ) – 24º lugar
  • Ilha do Amor (PA) – 44º lugar
  • Praia do Madeiro (RN) – 46º lugar
  • Praia da Engenhoca (CE) – 77º lugar
  • Praia do Bonete (Ilhabela – SP) – 78º lugar
  • Praia do Rosa (Imbituba – SC) – 79º lugar
  • Saco do Mamanguá (Paraty – RJ) – 83º lugar
  • Praia de São Miguel dos Milagres (AL) – 85º lugar
  • Praia de Taipu de Fora (Maraú – BA) – 92º lugar

Reconhecimento internacional impulsiona o turismo

Rankings globais exercem forte influência sobre a decisão de viagem de turistas estrangeiros. Destinos que ganham visibilidade internacional costumam registrar aumento nas buscas online, reservas de hospedagem, venda de passagens aéreas e investimentos em infraestrutura turística.

O principal motor financeiro está no ticket médio do visitante internacional, que chega a gastar o triplo por dia em comparação ao turista doméstico, injetando moeda forte diretamente na economia local. Em rankings anteriores da mesma plataforma, destinos como Fernando de Noronha e Arraial do Cabo registraram crescimento da exposição internacional e reforçaram suas estratégias de turismo sustentável.

Segundo dados do Ministério do Turismo, o setor é responsável por aproximadamente 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro quando consideradas as atividades direta e indiretamente ligadas ao turismo, além de milhões de empregos distribuídos entre hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento.

Impactos econômicos podem ir além do verão

A presença de 11 praias brasileiras na lista tem potencial para gerar benefícios econômicos relevantes:

  • Aumento do fluxo de turistas estrangeiros: O reconhecimento internacional fortalece a imagem do Brasil como destino de natureza e experiências ao ar livre, segmento que segue em expansão no mercado global;
  • Maior geração de emprego e renda: O crescimento da demanda turística beneficia hotéis, pós-graduações de serviços, restaurantes, operadoras de turismo, comércio local e serviços de transporte;
  • Valorização imobiliária e atração de capital: Regiões turísticas frequentemente registram aumento na procura por imóveis para segunda residência, aluguel de temporada e investimentos em hospedagem;
  • Expansão da arrecadação municipal: O aumento da atividade econômica eleva a arrecadação de impostos e contribui para novos investimentos em infraestrutura urbana e turística.

Nordeste lidera presença brasileira

Dos 11 destinos brasileiros selecionados, oito estão localizados no Nordeste. O resultado evidencia a força da região como principal polo de turismo de praia do país.

Estados como Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia aparecem entre os destaques do ranking, consolidando um movimento que já vem sendo observado nos últimos anos com o aumento da procura por destinos de natureza, ecoturismo e turismo de experiência.

Sustentabilidade e métricas ESG serão decisivas

O aumento do fluxo turístico exige planejamento para evitar problemas como superlotação, degradação ambiental e pressão sobre recursos naturais.

Para investidores institucionais e estrangeiros, a manutenção desses destinos no ranking está diretamente atrelada a métricas ESG (Ambiental, Social e Governança). A preservação do ecossistema é o que garante a permanência do valor financeiro do ativo turístico.

Destinos como Fernando de Noronha e os Lençóis Maranhenses já adotam políticas de controle de visitantes e preservação ambiental para equilibrar crescimento econômico e conservação dos ecossistemas.

Mais do que uma conquista simbólica, o ranking reforça o potencial do litoral brasileiro como ativo econômico estratégico, capaz de gerar emprego, renda e desenvolvimento regional sustentável.

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