A suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, anunciada pelo Ministério da Saúde nesta semana, representa um dos principais temas da saúde pública brasileira em 2026. A medida foi adotada de forma preventiva após a identificação de eventos adversos graves registrados durante a campanha de vacinação, desencadeando uma ampla investigação conduzida pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo próprio Instituto Butantan.
Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 42 casos de reações adversas com sinais de alerta entre aproximadamente 500 mil doses aplicadas da vacina Butantan-DV até o final de maio. Desses casos, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos que ainda estão sob investigação.
Entre os sintomas observados estão:
- Dor abdominal intensa;
- Vômitos persistentes;
- Sangramentos;
- Quadros compatíveis com dengue grave.
As autoridades ressaltam que ainda não existe comprovação científica de que os eventos foram causados pela vacina. A interrupção ocorreu por precaução, seguindo protocolos internacionais de farmacovigilância adotados para novos imunizantes.



