O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou a destinação de US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 29,92 bilhões) para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa internacional lançada durante a presidência brasileira do G20. O aporte reforça os esforços globais para ampliar programas de combate à insegurança alimentar, redução da pobreza e promoção da inclusão social em países em desenvolvimento.
O anúncio foi realizado em Roma, nesta sexta-feira, 19 de junho, e representa um dos maiores compromissos financeiros já assumidos por uma instituição multilateral para apoiar a agenda global de erradicação da fome. Os recursos poderão ser utilizados tanto em empréstimos quanto em doações e assistência técnica para projetos sociais e programas governamentais.
Sob a perspectiva de mercado, o movimento reforça o avanço da agenda ESG no ambiente financeiro global, consolidando o pilar social como prioridade estratégica para o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Como funcionará o investimento do BID?
Os recursos serão destinados aos países participantes da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza por meio de diferentes modalidades de financiamento. O objetivo é acelerar a implementação de políticas públicas já comprovadas no combate à pobreza extrema e à insegurança alimentar.
O montante anunciado se soma aos US$ 4,1 bilhões (R$ 21,16 bilhões ) já direcionados pelo banco para programas sociais no ano anterior. Com isso, o total comprometido pelo BID para a iniciativa chega a aproximadamente US$ 10 bilhões (R$ 51,59 bilhões), o equivalente a 40% da meta de financiamento de US$ 25 bilhões (R$ 128,97 bilhões) prevista até 2030.
As áreas elegíveis para receber os investimentos incluem:
- Programas de transferência de renda;
- Segurança alimentar e nutricional;
- Agricultura familiar e sustentável;
- Inclusão produtiva de populações vulneráveis;
- Educação e capacitação profissional;
- Fortalecimento de redes de proteção social;
- Projetos de desenvolvimento regional e combate às desigualdades.