O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira, 22 de junho, a renúncia ao cargo, encerrando um período à frente do governo britânico e dando início ao processo de escolha de um novo líder para o Partido Trabalhista. Até a definição do sucessor, Starmer continuará no comando do governo.

Em discurso, Starmer afirmou que todas as decisões tomadas durante seu mandato tiveram como objetivo "colocar em primeiro lugar o país que amo". Ele também disse ter comunicado a decisão ao rei Charles III.
A saída do premiê abre uma nova fase política no Reino Unido, uma das maiores economias do mundo e importante parceira comercial de diversos países, incluindo o Brasil.
Como será escolhido o novo primeiro-ministro?
Com a renúncia, o Partido Trabalhista iniciará o processo para escolher o próximo líder, que automaticamente assumirá o cargo de primeiro-ministro. Starmer pediu ao Comitê Executivo Nacional do partido que organize o calendário da sucessão. As candidaturas deverão ser registradas entre 9 e 16 de julho. Caso haja mais de um concorrente apto, os filiados e organizações ligadas ao partido participarão da votação. A expectativa é que todo o processo seja concluído até 1º de setembro, quando termina o recesso de verão do Parlamento britânico.
Para disputar a liderança, os candidatos precisam do apoio de pelo menos 20% dos deputados trabalhistas. Como a legenda possui atualmente 403 cadeiras na Câmara dos Comuns, são necessários ao menos 81 parlamentares favoráveis à candidatura, incluindo o próprio concorrente. Também é preciso obter apoio de organizações de base e entidades filiadas ao partido, como sindicatos.
O ex-prefeito de Manchester, Andy Burnham, que tomou posse recentemente como deputado pelo distrito de Makerfield após vencer uma eleição complementar, confirmou oficialmente que disputará a liderança do Partido Trabalhista. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Burnham agradeceu a Starmer pela condução do país em um período que classificou como desafiador.
"Keir prestou um enorme serviço ao nosso país e quero agradecer pela sua liderança e dedicação durante um período tão desafiador", afirmou.
Caso apenas um nome consiga reunir o número mínimo de apoios exigidos pelas regras partidárias, não será necessário realizar votação entre os filiados. Nesse cenário, o candidato será automaticamente escolhido líder do partido e assumirá o cargo de primeiro-ministro.