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Semavy pode acelerar disputa no mercado de canetas de semaglutida e pressionar preços no Brasil

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O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida está prestes a ganhar um novo concorrente. A Semavy, desenvolvida pela Hypera Pharma, entrou na fase final do processo regulatório e aguarda o registro sanitário da Anvisa após o protocolo de precificação junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A entrada da nova marca tende a aumentar a concorrência e contribuir para reduzir os preços das chamadas “canetas” para diabetes e, futuramente, para obesidade.

A movimentação ocorre poucos meses após o fim da patente da semaglutida no Brasil, encerrada em março de 2026, abrindo espaço para que laboratórios nacionais passem a disputar um mercado estimado em mais de R$ 5 bilhões por ano.

Novas canetas de semaglutida sintética, como a Semavy, prometem aumentar a concorrência e reduzir o custo do tratamento para os pacientes no Brasil | Foto: Reprodução/ Pexels
Novas canetas de semaglutida sintética, como a Semavy, prometem aumentar a concorrência e reduzir o custo do tratamento para os pacientes no Brasil | Foto: Reprodução/ Pexels

Semavy ainda depende da aprovação da Anvisa

A Hypera informou que já protocolou toda a documentação necessária para o registro sanitário da Semavy. O medicamento será inicialmente indicado para o tratamento do diabetes tipo 2, utilizando semaglutida sintética.

Até o momento:

  • O medicamento ainda não possui registro definitivo da Anvisa;
  • não há preço oficial divulgado;
  • A indicação inicial é para diabetes;
  • Um eventual pedido para tratamento da obesidade deverá ocorrer posteriormente.

Mercado deixa de ser dominado por poucas empresas

Durante anos, o segmento foi praticamente liderado pelos produtos da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, responsável por medicamentos como:

  • Ozempic (diabetes);
  • Wegovy (obesidade).

Outro concorrente de peso é a Mounjaro, da Eli Lilly, que vem ampliando participação no mercado brasileiro.

Com o vencimento da patente da semaglutida, empresas brasileiras passaram a desenvolver alternativas próprias.

Quais são as canetas nacionais?

Atualmente, o Brasil possui ou terá os seguintes produtos nacionais:

Ozivy (EMS)

  • Primeira semaglutida sintética aprovada pela Anvisa;
  • Registro concedido em maio de 2026;
  • Começou a chegar às farmácias em junho;
  • Preços iniciais entre aproximadamente R$ 452 e R$ 498, dependendo da apresentação.

Semavy (Hypera Pharma)

  • Segundo medicamento nacional baseado em semaglutida sintética;
  • Aguarda aprovação final da Anvisa;
  • Preço ainda não divulgado.

Além disso, a Eurofarma, em parceria com a Novo Nordisk, comercializa apresentações da semaglutida sob marcas próprias após acordo de licenciamento.

Concorrência deve pressionar preços

Até pouco tempo, tratamentos com semaglutida podiam ultrapassar R$ 900 por caneta nas marcas originais. Com a entrada de empresas nacionais, o mercado já observa reduções importantes.

Os fatores que favorecem preços mais competitivos incluem:

  • Maior número de fabricantes;
  • Produção nacional ou distribuição local;
  • Disputa por participação de mercado;
  • Maior poder de negociação das redes de farmácias.

Embora Semavy e Ozivy sejam classificados pela Anvisa como medicamentos novos, e não como genéricos, a competição entre diferentes fabricantes tende a beneficiar o consumidor.

Impacto para os grandes laboratórios

A chegada da Hypera reforça a transformação do mercado brasileiro de agonistas do receptor GLP-1.

Os principais impactos esperados incluem:

  • Redução da concentração de mercado nas mãos das multinacionais;
  • Maior presença da indústria farmacêutica brasileira em medicamentos de alta tecnologia;
  • Necessidade de estratégias comerciais mais agressivas por empresas como Novo Nordisk e Eli Lilly;
  • Ampliação dos investimentos em inovação e novos medicamentos para obesidade e diabetes.

O crescimento da concorrência também pode acelerar lançamentos de novas moléculas e estimular descontos em programas de fidelidade.

Consumidor terá mais opções

Para pacientes, a ampliação da oferta representa benefícios além do preço.

Entre eles:

  • Maior disponibilidade nas farmácias;
  • Menor risco de desabastecimento;
  • Possibilidade de escolha entre diferentes fabricantes;
  • Expansão do acesso ao tratamento.

O governo federal também acompanha o avanço dos registros, já que novos medicamentos poderão futuramente ser avaliados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para eventual oferta na rede pública.

Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

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