Passado o frenesi do primeiro dia, o público, então, pôde aproveitar mais e mais rápido os ambientes e discussões no segundo dia da Rio Innovation Week (RIW). A quarta-feira reuniu discussões sobre o futuro do design e da tecnologia, maternidade e liderança no alto escalão corporativo, representatividade feminina em cargos de gestão, independência artística na era digital e narrativas femininas nas artes.
Convivendo cada vez mais com o design sendo feito pelo homem — e foi a partir dessa constatação que Fábio Alencar, professor da FIAP, conduziu sua fala sobre o papel do design na relação entre pessoas e tecnologia. Para ele, não há como falar sobre experiência sem falar sobre comportamento humano, já que mudar um comportamento é muito mais difícil do que mudar uma tecnologia.
Alencar definiu tecnologia como “tudo o que transforma recurso em resultado” e lembrou que ela expandiu a vida do ser humano em mais de 20 anos. Ainda assim, segundo o professor, a tecnologia privada não teve adoção imediata por diversos motivos:
“Acho que a régua pra gente pensar o futuro é o quão difícil, o quanto de esforço o ser humano terá com a tecnologia”.
Ele defendeu que uma régua deve guiar o design de interfaces e orientar o desenvolvimento tecnológico, sempre considerando quanto esforço as pessoas precisarão fazer para se comunicar com a tecnologia. O papel do design na sociedade do futuro não é apenas fazer operar, mas orientar: pegar a capacidade técnica e traduzi-la com confiança.


