Além de movimentar o mercado de entretenimento com shows nacionais e internacionais, o Rock in Rio mantém há décadas projetos voltados para causas sociais e ambientais. Segundo a organização do festival, as iniciativas já somam R$ 118 milhões em investimentos, com mais de 200 instituições apoiadas e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas diretamente.
A atuação ganhou força a partir de 2001, quando o festival criou o projeto Por Um Mundo Melhor, ampliando o espaço dedicado a ações que vão além da programação musical. Desde então, os projetos passaram a envolver temas como combate à fome, inclusão, acessibilidade, enfrentamento à violência e preservação ambiental.

Entre os artistas que participam desta edição estão Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, DJ Alok, Maroon 5, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho.
Combate à fome tem meta de 2 milhões de pratos
Uma das principais ações sociais desta edição é realizada em parceria com a Ação da Cidadania, organização que atua no combate à fome. A parceria com o Rock in Rio já dura 25 anos e, em 2026, tem como objetivo chegar a 2 milhões de pratos de comida.
Para acompanhar o avanço das doações, o festival instalou o Pratômetro no gramado da Cidade do Rock. O painel mostra em tempo real quanto já foi arrecadado até o último dia de shows.
A iniciativa também ganhou uma área exclusiva dentro do festival, onde o público pode conhecer mais detalhes sobre a atuação da organização e a parceria mantida com o evento.
O combate à fome faz parte das ações consideradas de curto prazo pela organização. A estratégia também inclui projetos previstos para períodos mais longos, envolvendo outras questões sociais e ambientais.
Projetos também envolvem inclusão e segurança
Entre as iniciativas de médio prazo está a parceria com a Gerando Falcões, organização que desenvolve o projeto Favela 3D. Já no longo prazo, o festival mantém ações relacionadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.
Um dos exemplos é o Amazônia Live, projeto criado para ampliar a conscientização sobre a preservação da Floresta Amazônica. A iniciativa já foi realizada duas vezes e também ganhou atenção fora do Brasil.
A edição de 2026 conta ainda com um espaço dedicado à acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência. A estrutura foi pensada para receber cadeirantes e pessoas com dificuldades de visão ou audição, além de contar com uma sala de sensibilização sensorial voltada para pessoas neurodivergentes, termo usado para se referir a pessoas que apresentam diferentes formas de funcionamento do cérebro.
A preocupação com inclusão também aparece nas ações de segurança. Nesta edição, o festival criou espaços voltados à conscientização, prevenção e combate à violência.
O Espaço Plural aborda o enfrentamento à violência de gênero por meio de conteúdos imersivos. Já o Espaço Delas foi criado como um ambiente de conexão entre mulheres.
Com isso, os R$ 118 milhões informados pela organização não estão concentrados em uma única causa. Os recursos fazem parte de uma trajetória de projetos que envolve diferentes áreas e instituições, enquanto a edição de 2026 amplia as ações de combate à fome, inclusão, segurança e preservação ambiental.


