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Rock in Rio: quanto custa ir a um show e como se planejar

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Ir ao show de um artista favorito ou festivel, como o Rock in Riopode exigir mais do que disposição para enfrentar uma multidão. O ingresso, o transporte, a alimentação e outros gastos envolvidos no evento podem pesar no orçamento e, em alguns casos, levar o consumidor a parcelar a compra ou até contrair dívidas.

Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box mostra o tamanho desse impacto: 24% dos brasileiros já se endividaram para participar de shows ou festivais de música.

Rock in Rio: quanto custa ir a um show e como se planejar
O levantamento também indica que 47% costumam guardar dinheiro antes desses eventos, enquanto 17% admitem comprar ingressos por impulso | Foto: Reprodução / Divulgação / Rock in Rio

O Rock in Rio ajuda a dar uma dimensão desses gastos. Para a edição de 2026, o ingresso inteiro é de R$ 870, enquanto a modalidade Comfort Zone custa R$ 1.950. Na meia-entrada, os valores são de R$ 435 e R$ 975, respectivamente. O benefício Itaú de 15% reduz os preços para R$ 739,50 e R$ 1.657,50.

O ingresso não é o único gasto

O valor cobrado pela entrada aparece como o principal obstáculo para quem gostaria de acompanhar apresentações ao vivo. 44% dos entrevistados apontaram o preço dos ingressos como a maior dificuldade para participar desses eventos.

A distância foi citada por 19% das pessoas, enquanto 17% apontaram a falta de tempo. Para quem precisa viajar até outra cidade, portanto, o custo do ingresso pode ser apenas uma parte da despesa.

Entre os brasileiros que gastam com viagens para acompanhar shows, 36% afirmam desembolsar, em média, mais de R$ 1 mil. Também entram nessa conta despesas como alimentação, transporte, produtos oficiais e lembranças, dependendo da experiência escolhida pelo público.

Os próprios ingressos já apresentam uma faixa bastante variada de preços. Metade dos entrevistados, 50%, afirma gastar entre R$ 101 e R$ 300 por bilhete. Outros 20% pagam até R$ 100, enquanto 19% desembolsam de R$ 301 a R$ 500.

Parcelamento pode comprometer os próximos meses

Quando o dinheiro disponível não é suficiente para pagar tudo de uma vez, 36% dos entrevistados recorrem ao parcelamento. O cartão de crédito aparece em 45% das compras, enquanto o Pix é usado em 38%.

A pesquisa mostra que existe uma diferença importante entre quem se prepara para o evento e quem decide comprar de última hora. Guardar dinheiro com antecedência permite separar a despesa do restante do orçamento, enquanto uma compra por impulso pode criar um compromisso financeiro para os meses seguintes.

As taxas cobradas pelas plataformas de venda também pesam na decisão. 63% dos brasileiros entrevistados já desistiram de comprar ingressos por causa das taxas de conveniência.

Shows também podem gerar renda

Se para o público os festivais representam uma despesa, para outra parcela dos brasileiros eles também podem ser uma oportunidade de ganhar dinheiro. 22% dos entrevistados afirmaram que já trabalham nesses eventos para obter uma renda extra.

A movimentação de pessoas em shows cria demanda por serviços e produtos, segundo Rodrigo Costa, especialista da Serasa em educação financeira. Para quem aproveita essas ocasiões para vender, a orientação apresentada pela instituição é separar o dinheiro recebido do salário e reservar parte do lucro para investir na próxima oportunidade.

Como organizar o dinheiro para ir ao Rock in Rio

O levantamento mostra que 47% dos brasileiros já guardam dinheiro antecipadamente para participar de shows e festivais. Esse planejamento ganha importância quando o evento envolve uma viagem ou outros gastos além da entrada.

No caso do Rock in Rio, por exemplo, quem pretende ir pode considerar o preço do ingresso junto com os demais custos que terá até chegar à Cidade do Rock e durante o festival. Assim, fica mais fácil saber quanto será necessário reservar e evitar que uma experiência de lazer comprometa outras despesas.

A pesquisa do Instituto Opinion Box foi realizada entre 30 de julho e 12 de agosto de 2025, com 1.032 brasileiros de diferentes regiões, faixas etárias e classes sociais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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