Falar sobre dinheiro pode ser uma conversa sobre o preço da compra do mês, a vontade de uma criança de ter determinado produto, uma roupa que virou tendência ou a escolha entre diferentes despesas quando o orçamento está apertado. É a partir dessas situações, que fazem parte da rotina de milhões de brasileiros, que o Sexta Básica pretende discutir finanças pessoais, consumo e economia doméstica.
Novo programa semanal do canal SuperFinanças, a atração estreia com episódios inéditos às sextas-feiras e aposta em informação, dicas e humor para falar sobre um assunto que costuma parecer distante para parte do público.

O programa será apresentado pelo jornalista Edu Carvalho e terá Nathaly Blô, conhecida nas redes sociais como Blogueirinha de Baixa Renda, e Claudia Silva como integrantes fixas. Nos primeiros episódios, a jornalista Elisa Torres, que já passou pelo jornal O Globo e é repórter da Veja Rio, participa como convidada especial. Outras participantes também passarão pela atração.
A diversidade de trajetórias é parte importante da proposta. Nathaly leva a experiência de quem precisou aprender a fazer um orçamento apertado render. Claudia acrescenta uma perspectiva de outra geração e uma trajetória ligada a grandes eventos. Elisa traz a rotina de mãe e jornalista. Edu fica responsável por conduzir o encontro entre essas experiências.
“É uma conversa de sofá, quando a gente vai na casa de alguém para conversar, para almoçar, para encontrar”, explica Edu.
Da necessidade de economizar às escolhas de consumo
Antes de transformar a própria rotina em conteúdo, Nathaly não se via como alguém que falava sobre economia doméstica. Ela conta que começou simplesmente mostrando como fazia para sobreviver com o salário que recebia quando era estagiária.
“Eu só estava falando de uma perspectiva de uma pessoa que recebia um salário miserável e precisava pagar as contas e sobreviver dentro daquela realidade”, afirma.
A identificação veio depois, quando outras pessoas começaram a reconhecer as próprias dificuldades naquelas histórias. Ao longo do tempo, os relatos dos seguidores também passaram a alimentar essa visão.
Nathaly diz que leva para o Sexta Básica as experiências de seus 33 anos vivendo em diferentes favelas e a história da própria família. Para ela, esse conhecimento adquirido na prática tem o mesmo peso de outros tipos de aprendizado.
“Eu vou levar isso, essa expertise que não é acadêmica, mas é de vivência, e eu acho que é tão importante quanto, se não mais”, diz.
Essa experiência se encontra com uma visão diferente de consumo. Para Claudia, cuidar das finanças não significa apenas cortar despesas ou descobrir como pagar as contas. Também envolve entender melhor as escolhas feitas com o dinheiro.
Ela cita situações comuns, como procurar produtos melhores por preços mais baixos, não pagar mais apenas pela marca e encontrar maneiras de atender aos desejos das crianças sem comprometer o orçamento.
“A nossa ideia é justamente mostrar às pessoas que não é só questão de diminuir contas, fazer contas, como pagar contas. É você saber otimizar o seu orçamento e lidar com a forma de usar o seu dinheiro”, afirma.
Nem tudo que está na moda precisa pesar no bolso
O comportamento de consumo dos jovens também entra nessa conversa. Com redes sociais e tendências mudando rapidamente, acompanhar o que está na moda pode significar novos gastos.
Claudia defende que o público jovem conheça alternativas para consumir sem precisar seguir sempre o caminho mais caro. Brechós, mudanças em peças que já existem no guarda-roupa e outras possibilidades podem entrar nessa busca.
“A nossa ideia é tentar mostrar que você pode ser criativo, alegre, estar na moda, e comprar as coisas certas”, afirma.
A proposta, segundo ela, é apresentar a educação financeira de maneiras diferentes para cada geração. Ferramentas digitais, por exemplo, podem ajudar pessoas mais velhas a organizar despesas, enquanto os mais jovens podem aprender a olhar para o consumo pensando também no futuro.
Para Claudia, o ponto não é fazer com que as pessoas pensem apenas em quanto dinheiro poderão ganhar daqui a alguns anos, mas mostrar o que podem fazer com os recursos que já têm.
Quatro pessoas, quatro maneiras de olhar para o dinheiro
É justamente o contraste entre essas experiências que Edu considera uma das forças do programa. O apresentador destaca que as participantes vivem momentos diferentes da vida e têm relações distintas com dinheiro, consumo e família.
Elisa, por exemplo, leva para o programa a rotina de mãe de dois filhos. Nathaly aproxima a conversa das redes sociais e das perguntas que recebe do público. Claudia traz sua trajetória profissional e uma experiência de vida de outra geração.
Para Edu, esse encontro cria uma conversa mais próxima do cotidiano do que uma explicação tradicional sobre finanças.
“Eu não quero ser professor. A gente está falando da nossa perspectiva”, afirma.
A ideia é que as experiências sirvam como ponto de partida para a troca. Uma dica que funciona para uma pessoa pode não funcionar da mesma maneira para outra, e o programa pretende justamente abrir espaço para essas diferenças.
Essa preocupação também aparece na fala de Nathaly, especialmente quando o assunto são situações de aperto financeiro. Para ela, existe um limite claro entre usar o humor para tornar a conversa mais leve e fazer piada com uma dificuldade real.
“Não tem nem como fazer piada com uma dificuldade, assim, com ter que escolher se paga a água ou se paga a luz, se paga o aluguel ou se vai no médico”, diz.
O humor, então, aparece como uma forma de aliviar a conversa sem ignorar os problemas. Edu resume o tom desejado pela atração como um “sofá do desabafo econômico”, mas com leveza e irreverência.
Informação para quem não tem tempo a perder
A preocupação com a linguagem também está no centro do programa. Em vez de transformar as finanças em um assunto cheio de termos técnicos, a proposta é explicar os temas a partir de situações que o público já conhece.
Essa abordagem ganha importância em uma rotina na qual nem todo mundo consegue acompanhar todas as notícias ou entender rapidamente como uma mudança econômica pode chegar ao próprio orçamento.
“Como é que fala de economia de um jeito descomplicado? Só a gente trazendo a nossa vida, como é que a gente lida com o dinheiro, como é que a gente lida com as questões financeiras, práticas mesmo assim, do dia a dia do ser humano”, explica Edu.
O programa também terá espaço para o humor em quadros como a “Fofoca de Sexta” e o “Sextou Leve”, que encerra a atração.
Para Nathaly, fazer o público rir também é uma maneira de atravessar uma rotina que muitas vezes já é pesada. A proposta, portanto, não é esconder as dificuldades financeiras, mas encontrar uma forma mais leve de conversar sobre elas.
O Sexta Básica vai ao ar às sextas-feiras, às 18h, com reprises na programação do Super Finanças, às 23h, disponível gratuitamente na LG Channels, no IP-146.


