As eleições de 2026 terão 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, 20.506 pedidos de registro de candidatura e R$ 4,9 bilhões disponíveis no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). O eleitorado escolherá presidente, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro. Cada eleitor terá seis escolhas na urna: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro.

Há diferentes regras para cada cargo, desde a quantidade de vagas até o limite de dinheiro que pode ser gasto durante a campanha.
Mais de 20 mil candidaturas disputam as vagas
Até agosto de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrava 20.506 pedidos de registro de candidatura, cerca de 8,7 mil a menos que em 2022. A maior parte está concentrada nas disputas para as assembleias legislativas: são 11.090 pedidos para deputado estadual. Para deputado federal, são 7.627 candidaturas. Também foram registrados 314 pedidos para o Senado, 195 para os governos estaduais e do Distrito Federal e 13 para presidente e vice-presidente.
A quantidade de candidatos é bem maior que o número de vagas. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, 7.627 pessoas disputam 513 cadeiras, uma média de 14,87 candidatos por vaga. Entre os partidos com mais candidaturas para deputado federal estão PL, Novo, PDT e Republicanos.
No Senado, são 314 candidatos para 54 vagas, o que representa 5,83 concorrentes por cadeira. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, que terão mandato de oito anos.
A disputa proporcional também chama atenção nos estados. São 11.090 candidatos para 1.035 vagas de deputado estadual. No Distrito Federal, 420 pedidos concorrem a 24 cadeiras, uma média de 17,5 candidatos por vaga.
Na corrida presidencial, são 13 pedidos de candidatura, um a mais que em 2022. Já para os governos estaduais e o Distrito Federal, os 195 pedidos representam uma redução de 12,5% em relação aos 223 registrados na eleição anterior.
Quem são os candidatos e quantos eleitores vão votar?
O perfil dos candidatos registrados até agora mostra uma participação maior de homens: 65% são homens, com 13.366 candidaturas, e 35% são mulheres, com 7.140. Em relação à raça, 48,68% se declararam brancos, 36,24% pardos, 13,63% pretos, 0,93% indígenas e 0,52% amarelos. Os dados ainda podem mudar durante o processo eleitoral.
Do outro lado da urna estarão 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. O número representa aumento de 2,3 milhões de pessoas, ou 1,4%, em comparação com 2022, quando eram 156,4 milhões.
As mulheres são maioria entre os eleitores: 83,8 milhões, contra 74,8 milhões de homens. Elas representam 52,81% do eleitorado.
São Paulo concentra a maior quantidade de eleitores, com 34 milhões, seguido por Minas Gerais, com 16,3 milhões, e Rio de Janeiro, com 12,8 milhões. Juntos, os três estados representam cerca de 40% do eleitorado brasileiro.
Na outra ponta estão Roraima, com 401 mil eleitores, Acre, com 614 mil, e Amapá, com 577 mil.
A maior faixa etária é a de 40 a 44 anos, com quase 16 milhões de eleitores. Também há cerca de 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo, e quase 17 milhões de pessoas com mais de 70 anos.
Quanto cada candidato poderá gastar na campanha?
O dinheiro das campanhas também tem limites. O teto é definido de acordo com o cargo e, para as disputas estaduais, varia conforme o estado. A regra considera o número de eleitores aptos em cada município e também serve de referência para o limite de contratação de trabalhadores para mobilização de rua.
Para presidente da República, o limite é de R$ 88,94 milhões no primeiro turno. Se houver segundo turno, cada candidatura poderá acrescentar até R$ 44,47 milhões.
Na disputa pelos governos estaduais, os valores são diferentes. São Paulo tem o maior teto, de R$ 26,68 milhões, enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia têm limite de R$ 17,79 milhões. No segundo turno, esses estados podem acrescentar, respectivamente, R$ 13,34 milhões e R$ 8,89 milhões.
Para o Senado, o teto também muda conforme a unidade da Federação. Em São Paulo, o limite é de R$ 7,12 milhões, enquanto estados como Acre, Amapá, Roraima e outros têm teto de R$ 3,18 milhões.
Já para deputado federal, o limite informado na tabela é de R$ 3,18 milhões, independentemente do estado. Para deputado estadual ou distrital, o teto é de R$ 1,27 milhão.
O TSE estabeleceu os limites de gastos com base nas regras eleitorais e manteve para 2026 os valores utilizados em 2022. Também foi mantido em R$ 4,9 bilhões o Fundo Eleitoral, recurso público destinado ao financiamento das campanhas.

Seis votos e diferentes formas de eleição
Embora todos os cargos sejam escolhidos no mesmo dia, os votos não são contabilizados da mesma maneira.
Presidente e governador são eleitos pelo sistema majoritário e precisam obter mais de 50% dos votos válidos para vencer no primeiro turno. Para senador, ganha o candidato mais votado, respeitando a quantidade de vagas em disputa.
Já deputados federais, estaduais e distritais são escolhidos pelo sistema proporcional. Nesse caso, os votos recebidos pelos partidos e federações ajudam a definir quantas cadeiras cada grupo terá. Depois, as vagas são ocupadas pelos candidatos mais votados dentro dessas listas.
A diferença é importante porque, ao votar para deputado, o eleitor não está apenas escolhendo uma pessoa. O voto também ajuda a definir a quantidade de cadeiras que cada partido ou federação terá no Legislativo.
No total, serão escolhidos 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais, além de 54 senadores, 27 governadores e um presidente da República.
Com quase 159 milhões de eleitores, mais de 20 mil pedidos de candidatura e bilhões de reais movimentados pelas campanhas, os números dão uma dimensão do tamanho das eleições de 2026 — e ajudam a entender o que estará em jogo antes de o eleitor chegar à urna.


