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Receita envia cartas a 498 mil contribuintes na malha fina do IR

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A Receita Federal começou a enviar cartas cerca de 500 mil contribuintes que estão com a declaração do Imposto de Renda de 2026 retida na malha fina. A correspondência faz parte do Projeto Cartas 2026 e tem o objetivo de incentivar as próprias pessoas a corrigirem os problemas encontrados antes de serem notificadas ou intimadas, evitando o risco de multas. As cartas serão enviadas em lotes semanais para contribuintes de todo o país, até 20 de outubro.

Projeto Cartas aciona 498 mil contribuintes na malha fina do IR
O Projeto Cartas é uma ação institucional realizada todos os anos pela Receita para incentivar a regularização das declarações e o cumprimento das obrigações tributárias | Foto: Reprodução / Canva

Quem receber a correspondência não precisa ir até uma unidade da Receita Federal. O primeiro passo é consultar a declaração pelo serviço Meu Imposto de Renda e descobrir qual informação precisa ser corrigida.

Recebeu a carta? Veja como consultar

Para verificar se há alguma pendência na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o contribuinte deve acessar o serviço Meu Imposto de Renda, disponível na página da Receita Federal na internet ou pelo aplicativo do órgão, para celulares com iOS e Android.

Para entrar no serviço, é necessário ter uma conta gov.br com selo prata ou ouro, que indica o nível de segurança da conta utilizada para acessar serviços públicos digitais.

Se a declaração estiver retida na malha fina, aparecerá no Meu Imposto de Renda a mensagem “Com Pendência”. Ao acessar o link indicado nessa área, será possível descobrir qual informação provocou a retenção e consultar as orientações da Receita para corrigir o problema.

Por isso, mesmo quem não recebeu a carta pode consultar a situação da declaração. O serviço permite verificar se existe alguma pendência e, caso seja necessário fazer uma correção, tomar a iniciativa antes de uma notificação ou intimação.

Quais erros no IR podem te levar ao Projeto Cartas?

A retenção pode acontecer por diferentes tipos de erro ou informação que precisa ser verificada. Entre os casos mais comuns está esquecer de declarar um rendimento recebido apenas de forma pontual durante o ano.

Também é possível ter problemas quando os rendimentos recebidos por um dependente não são incluídos na declaração. Outro caso ocorre quando o titular ou o dependente recebe aposentadoria de mais de uma fonte pagadora e nem todos os rendimentos são informados.

As despesas médicas também exigem atenção. A declaração pode apresentar pendência quando o contribuinte informa o ano errado em que determinado gasto foi realizado, erra o valor pago ou coloca como despesa médica um gasto que não pode ser deduzido dessa forma.

Outro ponto citado pela Receita é o VGBL, sigla para Vida Gerador de Benefícios Livre. Esse tipo de plano não é considerado previdência privada para fins de dedução e, por isso, não pode ser informado como uma despesa dedutível.

Como corrigir a declaração do Imposto de Renda?

Depois de identificar a pendência, o contribuinte deve conferir se todos os valores informados estão corretos e se possui documentos que comprovem o que foi declarado.

Se houver algum erro, é possível corrigir a declaração por meio de uma declaração retificadora, que substitui as informações incorretas pelas informações corrigidas.

O procedimento pode ser feito sem comparecer presencialmente a uma unidade da Receita Federal. Assim, a pessoa pode resolver a pendência pelos canais disponibilizados pelo órgão.

A recomendação é aproveitar a oportunidade para fazer a correção antes de receber uma notificação ou intimação. Segundo a Receita, regularizar as informações nesse momento evita o risco de multas e também o atraso no recebimento de restituições.

Por isso, a carta deve ser encarada como um aviso para que o próprio contribuinte confira os dados, encontre o que está errado e faça a correção, quando necessária, antes que a Receita formalize a cobrança ou a fiscalização.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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