Manter uma escola internacional pode custar o equivalente ao preço de um imóvel de alto padrão. Além das aulas, instituições desse tipo oferecem internatos, turmas menores, acompanhamento individual, instalações esportivas e artísticas e atividades voltadas à preparação para universidades no exterior. Em algumas delas, a anuidade pode chegar a US$ 157 mil, cerca de R$ 864 mil.
Boa parte dessas instituições fica na Suíça, onde há escolas instaladas na região dos Alpes e em cidades próximas a centros internacionais. Os preços variam conforme a série escolar, o tipo de matrícula e a inclusão de hospedagem e alimentação.
Escolas na Suíça podem cobrar mais de R$ 800 mil por ano
O Collège Alpin Beau Soleil, localizado nos Alpes suíços, pode cobrar até US$ 157 mil por ano (cerca de R$ 864 mil). A instituição oferece o Bacharelado Internacional (IB) e o diploma americano, além de atividades como esqui, montanhismo e expedições voltadas ao desenvolvimento da liderança. O custo pode variar conforme os serviços incluídos na matrícula.

Outra instituição suíça com mensalidades elevadas é o Institut auf dem Rosenberg, em St. Gallen, nas proximidades do Lago de Constança. As anuidades podem ultrapassar US$ 150 mil (R$ 825 mil), considerando estimativas para o ensino com internato. Fundada em 1889, a escola atende cerca de 260 estudantes e oferece diferentes caminhos de formação, incluindo o IB, o diploma americano e a certificação suíça. A estrutura inclui espaços dedicados a arte, design, inovação e empreendedorismo.
O Institut Le Rosey, fundado em 1880, também está entre as instituições de alto custo. Para o ano letivo de 2027/2028, a escola informa uma anuidade de 108.900 francos suíços (cerca de R$ 724 mil) para alunos internos das turmas 9 a 6, correspondentes às séries iniciais atendidas nessa modalidade.
A instituição também cobra uma taxa de matrícula não reembolsável de 3 mil francos suíços, cerca de R$ 20 mil. Após a admissão, é exigido um depósito de 54.300 francos suíços para alunos internos, equivalente a aproximadamente R$ 361 mil. Esse valor inclui o pagamento do primeiro trimestre e uma quantia de garantia para despesas extras.
O Le Rosey tem unidades em Rolle e Gstaad e recebe alunos de diferentes nacionalidades. A instituição oferece ensino bilíngue em inglês e francês, com opções como o Bacharelado Internacional e a formação suíça.

Já o Collège du Léman, em Versoix, perto de Genebra, cobra entre 90 mil e 105 mil francos suíços por ano (aproximadamente R$ 598 mil a R$ 698 mil) para estudantes internos. Fundada em 1960, a escola reúne cerca de 1.600 alunos de mais de cem nacionalidades e também recebe estudantes que não moram no campus. Entre as opções de formação estão o Bacharelado Internacional, o bacharelado francês e a certificação suíça.
Outras escolas internacionais com anuidades elevadas
A Leysin American School, também na Suíça, tem custo anual estimado em US$ 140 mil (cerca de R$ 770 mil). A instituição combina o currículo americano com o Bacharelado Internacional e oferece atividades de ciência, tecnologia, artes e liderança. A experiência escolar inclui uma comunidade formada por estudantes de diferentes países.
A St. George’s International School, igualmente localizada na Suíça, pode cobrar cerca de US$ 130 mil por ano (R$ 715 mil). A escola oferece formação internacional, orientação para o ingresso na universidade e atividades esportivas e artísticas. Há opções para estudantes internos e externos, com diferenças de preço conforme a modalidade.
Na Brillantmont International School, fundada em 1882, a anuidade pode chegar a US$ 120 mil (aproximadamente R$ 660 mil). A escola tem turmas menores e oferece qualificações internacionais, com atenção ao acompanhamento dos estudantes, à convivência entre diferentes culturas e ao desenvolvimento acadêmico.

Outra opção é a Le Régent International School, em Crans-Montana, na Suíça, com custos estimados em US$ 110 mil por ano (cerca de R$ 605 mil). A instituição oferece o Bacharelado Internacional e combina as atividades acadêmicas com experiências ao ar livre. A proposta também inclui o uso de tecnologia e acompanhamento individual dos alunos.
O Aiglon College, situado em Chesières-Villars, nos Alpes suíços, tem anuidade estimada entre US$ 90 mil e US$ 100 mil (cerca de R$ 495 mil a R$ 550 mil) para estudantes internos. Fundada em 1949, a escola oferece o Bacharelado Internacional e a formação britânica A-level. A localização favorece atividades como esqui, caminhadas e montanhismo, que fazem parte da experiência educacional da instituição.
Já a TASIS, fundada em 1956 e também instalada na Suíça, cobra valores estimados entre US$ 96 mil e US$ 106 mil por ano (aproximadamente R$ 528 mil a R$ 583 mil) para estudantes internos. A escola segue o currículo americano, com opções como o diploma de conclusão do ensino médio dos Estados Unidos, disciplinas avançadas e o Bacharelado Internacional. A formação também inclui atividades ligadas às artes e às humanidades.
Escola britânica Eton cobra cerca de R$ 482 mil por ano
Fora da Suíça, uma das instituições tradicionais de alto custo é a Eton College, na Inglaterra. Para o ano letivo de 2026/2027, a escola informa uma taxa de 21.891 libras por trimestre. Como o calendário escolar tem três trimestres, o custo anual chega a 65.673 libras, cerca de R$ 482 mil.
Fundada em 1440, Eton atende meninos de 13 a 18 anos e tem aproximadamente 1.300 estudantes. A formação inclui exames britânicos A-level e outras qualificações acadêmicas. A escola também oferece atividades esportivas e clubes, em um campus de cerca de 300 acres.
Para estudantes que precisam de patrocínio de visto, há ainda uma cobrança anual adicional de 3 mil libras, equivalente a aproximadamente R$ 22 mil. A taxa de matrícula e o valor exigido para confirmar a vaga também são cobrados separadamente.
Por que estudar nessas escolas custa tão caro?
O valor da anuidade não se limita às aulas. Nas instituições com internato, o preço pode incluir hospedagem, alimentação, supervisão e atividades fora da sala de aula. A manutenção dessas estruturas, somada a instalações esportivas e artísticas, contribui para elevar os custos.
Outro fator é a proposta acadêmica. Algumas escolas oferecem currículos de diferentes países, ensino em mais de um idioma e orientação para processos seletivos de universidades internacionais. Turmas menores e acompanhamento individual também podem exigir mais profissionais por estudante.
A localização influencia os gastos. Na Suíça, por exemplo, escolas instaladas em regiões alpinas mantêm estruturas para atividades esportivas e experiências ao ar livre, além de arcar com custos locais de funcionamento. Nem todos os serviços, porém, estão necessariamente incluídos na anuidade: é preciso verificar as condições de cada instituição.


