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Future in Black reúne executivos para discutir economia e investimentos no Brasil

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O Future in Black reuniu nesta quarta-feira, 28 de outubro, executivos de grandes empresas, especialistas em economia e representantes de diferentes setores para discutir os rumos da economia global, os investimentos no Brasil e os desafios para manter a competitividade dos negócios.

Future in Black reúne executivos para discutir economia e investimentos no Brasil
O encontro chegou à terceira edição e teve uma programação voltada a lideranças com participação nas decisões estratégicas de organizações | Foto: Reprodução / Instagram

A agenda abordou temas como mudanças na economia internacional, relações entre países das Américas, atração de capital, oportunidades em mercados emergentes e transformações nas estratégias empresariais. A inteligência artificial (IA) também entrou na programação, com uma discussão específica sobre como as empresas podem identificar aplicações capazes de gerar resultados concretos.

O evento reúne profissionais que ocupam cargos de liderança, como presidentes de empresas, vice-presidentes, integrantes de conselhos administrativos, diretores e superintendentes. Entre os setores representados estão finanças, indústria, tecnologia e administração pública.

Economia global e cenário político entram na discussão no Future in Black

A programação do palco principal começou com a palestra “Como um mundo em transformação está redesenhando a economia global”, conduzida por Bruno Barino, CEO da BlackRock, e Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.

Na sequência, o debate “Brasil depois das urnas: a nova geopolítica das Américas” reuniu Creomar de Souza, CEO da Dharma, e Gilvan Bueno, comentarista da CNN. A proposta foi discutir a relação entre o cenário político brasileiro e as mudanças nas relações entre os países do continente americano.

Os temas se conectam a decisões que afetam empresas e investidores, como a avaliação de riscos, a definição de estratégias e a escolha de onde aplicar recursos. Para transformar essas discussões em oportunidades de negócio, companhias precisam considerar tanto as condições do mercado brasileiro quanto as mudanças que ocorrem no exterior.

Outro destaque da agenda foi o painel “Como CEOs estão redesenhando estratégia, investimento e competitividade”, com Mauricio Rodrigues, CEO da Bayer; Giancarlo Greco, CEO da Elo; e Débora Mattos, vice-presidente da Coca-Cola. A conversa teve mediação de Natalia Paiva, CEO da Mover.

Capital e competitividade da indústria brasileira

A entrada de recursos internacionais no país foi tema do painel “O Brasil na arquitetura do capital global”, com Alexandre Bettamio, responsável pela área de Global Corporate & Investment Banking do Bank of America, e mediação de Douglas Vidal, CEO do Grupo FIB.

Já a discussão sobre capital tem relação com a capacidade de empresas brasileiras de financiar projetos, ampliar operações e competir em mercados internacionais. A disponibilidade de recursos, porém, é apenas um dos fatores considerados pelos investidores, que também avaliam riscos e perspectivas de retorno.

À tarde, o painel “Onde está a vantagem competitiva da indústria brasileira?” reuniu Antonio Crespim, diretor financeiro da Pfizer; Marcos Macedo, da Fami Capital; e o jornalista Leandro Resende, da CBN, como mediador.

A programação também reservou espaço para as oportunidades de negócios entre economias emergentes. O painel “A nova geografia das oportunidades entre economias emergentes” contou com Tonika Sealy-Thompson, embaixadora de Barbados; Tiago Cruz Alexandre, diretor-gerente global de Tesouraria do Banco do Brasil; Fabien Anthony, diretor de investimentos do African Equity Group; Leandro Resende; e Eraldo Santos, gerente-adjunto de Diversidade e Inclusão do Sebrae.

Inteligência artificial e mudanças nas empresas

No segundo palco, a inteligência artificial foi o tema da conversa “IA para além do hype: onde está o valor real da IA para as corporações?”, com Martin Luther, CEO da Biti9, e Amanda Graciano, da CNBC.

O debate integrou uma programação voltada às transformações que afetam a gestão e a operação das empresas. A adoção de novas tecnologias exige que as organizações identifiquem quais problemas pretendem resolver e como as ferramentas podem contribuir para suas atividades, em vez de investir apenas pela expectativa de inovação.

A agenda também incluiu o painel “Cadeias sob pressão: como operar em um mundo mais fragmentado?”, com Edvaldo Vieira, ex-CEO da Amil; Samuel Felício, CEO da TTI Brasil; e Maiko Pinheiro, diretor de operações do Grupo FIB.

Ao reunir discussões sobre economia, capital, indústria, tecnologia e relações internacionais, o Future in Black colocou diferentes aspectos do ambiente de negócios na mesma programação. A proposta do encontro é aproximar lideranças que participam de decisões corporativas e ampliar o espaço de discussão sobre os desafios enfrentados por organizações em um cenário de mudanças econômicas e tecnológicas.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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