Será que somos tão racionais como gostaríamos quando o assunto é dinheiro?
Quem acompanha o noticiário econômico está acostumado com expressões como o “humor do mercado”, “momentos de euforia”, “pânico” ou “apatia”. Para um dos pioneiros da economia comportamental, a atribuição de emoções humanas ajuda a demonstrar a irracionalidade inerente aos mercados, refletindo como fatores psicológicos podem influenciar as decisões dos investidores.
Segundo o economista Richard Thaler, esses termos são úteis para descrever a volatilidade que, muitas vezes, não pode ser explicada apenas por fundamentos econômicos.
Pois é, o fato é que o “humor do mercado” tem um impacto significativo na vida de todos nós. Um exemplo claro disso é a política de juros adotada pelo governo. No Brasil, a taxa Selic, estabelecida pelo Banco Central, é um dos principais instrumentos utilizados para controlar a inflação.
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Quando o mercado está “otimista”, com expectativas positivas sobre a economia, há uma tendência de aumento nos investimentos e no consumo, o que pode jogar os preços para cima, levando a uma inflação mais alta. Em resposta, o Banco Central pode subir a taxa Selic para conter a demanda e segurar a inflação.


