Em uma reunião realizada no Rio de Janeiro, os líderes financeiros do G20 concordaram em trabalhar juntos para garantir que as maiores fortunas do mundo sejam tributadas de maneira justa. No entanto, houve um desacordo sobre o melhor lugar para discutir essa questão.
Ministros das Finanças e banqueiros centrais das 20 maiores economias se comprometeram a garantir uma tributação justa para “indivíduos com patrimônio líquido ultra-alto”. A declaração conjunta, divulgada na última sexta-feira (26), reforça a necessidade de um esforço conjunto para garantir que os super-ricos paguem impostos justos.
A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é o melhor fórum para essas negociações. “Não queremos ver isso transferido para a ONU”, afirmou Yellen, destacando que a OCDE tem experiência técnica, enquanto a ONU não tem a mesma capacidade.
No entanto, alguns países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, não concordam com essa abordagem. Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Brasil, disse que o Brasil pretende promover a discussão tanto na ONU quanto na OCDE durante sua presidência do G20.


