Bares e restaurantes pedem reedição de programa federal
Em maio, a Abrasel pediu a reedição do programa BEM, que ajudou a manter empregos e renda durante a pandemia. O programa foi concedido pelo Governo Federal.
Esse programa ajudou empresas que precisaram fechar temporariamente. Ele garantiu um salário mínimo aos funcionários, sem que os empresários precisassem pagar a diferença.
No entanto, diante da crise causada pelas enchentes, o Ministério do Trabalho publicou a Portaria nº 991 em resposta à crise das enchentes. A portaria determina o pagamento de duas parcelas do salário-mínimo. Os funcionários das empresas afetadas serão beneficiados com essa medida.
Esse valor é inferior ao piso salarial do setor no estado e vem com a condição de que a empresa mantenha os funcionários empregados por, no mínimo, quatro meses. Os empresários não acharam a medida suficiente. Os custos continuam altos. Ainda há outras despesas para reestruturar os negócios.
“Durante as enchentes de maio, a Abrasel prontamente tomou medidas para auxiliar os empresários do setor e enfatizou a necessidade de iniciativas como a reedição do BEm. Apesar disso, para que o setor de bares e restaurantes possa realmente se recuperar, ainda é necessário um suporte federal mais consistente e direcionado. Esse apoio, somado a outras medidas, será importante para conseguirmos superar os desafios e assegurar a viabilidade dos negócios”, comenta o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.
A pesquisa da Abrasel no Rio Grande do Sul revelou que em maio, 39% dos restaurantes precisariam demitir funcionários. Desses, 46% teriam que demitir entre três e cinco pessoas. Essa pesquisa indicou, também, que quase metade dos estabelecimentos (49%) tinham dívidas em atraso.


