IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Inflação: economistas destacam soluções para além dos juros

Por

·

Aumentar a taxa de juros é uma ferramenta utilizada pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. Ao elevar os juros, o objetivo é desestimular o consumo e os investimentos, reduzindo a demanda na economia e, consequentemente, a pressão sobre os preços.

No entanto, a alta dos preços persistente, mesmo com a elevação dos juros, indica que outros fatores podem estar contribuindo para a inflação, como choques de oferta, desvalorização da moeda e expectativas inflacionárias mais altas.

Diante desse cenário, economistas estão debatendo a necessidade de adotar medidas complementares à política monetária para conter a inflação.

Gráfico representando dados da inflação no Brasil.
Descubra por que economistas sugerem alternativas além do aumento dos juros para conter a inflação e proteger a economia brasileira |Foto: Reprodução/Canva

O IPCA-15, um termômetro que mede a variação dos preços que a gente paga no dia a dia, subiu mais do que o esperado em novembro. Isso significa que os produtos e serviços ficaram mais caros comparado ao mês anterior. Essa alta contínua da inflação, que já acumula 4,77% nos últimos 12 meses, preocupa porque está acima do que o Banco Central gostaria.

O objetivo é manter a inflação em torno de 3% por ano, para que o dinheiro não perca o valor tão rápido. Mesmo com os juros subindo para tentar controlar a inflação, os preços continuam subindo, o que acaba afetando o bolso de todo mundo.

No início deste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar os juros da economia brasileira. Essa taxa, chamada de Selic, subiu 0,5 ponto percentual, chegando a 11,25% ao ano. É como se o custo para pegar dinheiro emprestado tivesse aumentado.

Essa decisão significa que os bancos também vão aumentar os juros dos seus empréstimos, como os financiamentos de carros e casas. Por outro lado, a poupança pode ficar mais atrativa. Essa mudança nos juros é uma forma de controlar a inflação, que é o aumento geral dos preços. A ideia é que, com juros mais altos, as pessoas tendam a gastar menos, o que pode ajudar a controlar a inflação.

Em entrevista ao CNN Money, o economista Diego Hernandez, fundador da Ativa Investimentos, alertou que a elevação dos juros por si só não será suficiente para controlar a inflação. “Existem dados que podem estar sendo pressionados artificialmente pela política fiscal. E a política monetária, isoladamente, não vai ser suficiente para conter a alta da inflação”, destacou. Ele acrescentou que, se o lado fiscal não for tratado, o trabalho do novo presidente do Banco Central será mais difícil, com juros possivelmente mais altos e sem grandes efeitos sobre a economia real.

Continuar lendo

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade