Um quarto mais caro
Segundo, dados divulgado em janeiro deste ano pelo Índice FipeZAP, o aluguel de imóveis de um quarto foi o que apresentou o maior aumento, de 15,18%, superando os imóveis de dois (12,71%), três (12,52%) e quatro ou mais dormitórios (14,17%).
“Em 2022, o mercado de locação experimentou uma recuperação dos preços que haviam sido afetados pela pandemia, quando os proprietários suspenderam os reajustes; em 2023 e, mais intensamente em 2024, o setor se beneficiou do cenário macroeconômico. O emprego, que é um fator crucial para o mercado de aluguel, atingiu seu recorde em 2024, impactando positivamente o setor”, analisa Paula Reis.
Quanto ao preço do metro quadrado (m²), o imóvel de um quarto também se destaca como o mais caro, com valor médio de R$ 63,15. O imóvel de dois quartos tinha um valor médio de R$ 44,84.
Entre as capitais, Salvador apresentou o maior aumento médio no aluguel, de 33,07%, seguida por Campo Grande (26,55%) e Porto Alegre (26,33%). São Paulo (11,51%) e Rio de Janeiro (8%) tiveram aumentos abaixo da média do Índice FipeZap. Maceió teve o menor aumento (3,35%), sendo a única capital que ficou abaixo da inflação oficial do IBGE.
Os pesquisadores explicam que o Índice FipeZap leva em conta os preços de anúncios para novos aluguéis, e não inclui os reajustes de aluguéis em vigor, que são atualizados periodicamente conforme estipulado em contrato. “Por isso, o índice reflete de forma mais ágil a evolução da oferta e demanda de imóveis ao longo do tempo”, destaca a instituição.
São Paulo, por ser a maior cidade do país, lidera o ranking com o metrô quadrado residencial mais caro para locação.


