As gerações acumulam dinheiro de forma diferente
Para os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), a riqueza estava intimamente ligada à posse de propriedades. Comprar uma casa era o grande objetivo financeiro e o símbolo máximo de sucesso. No entanto, para os millennials (nascidos entre 1981 e 1996), investir em imóveis tornou-se uma opção menos atraente.
Com os preços imobiliários disparando e os salários não acompanhando o mesmo ritmo, a possibilidade de se comprometer com uma hipoteca vitalícia parecia cada vez mais distante. Em vez disso, os millennials optaram por estratégias mais flexíveis e aproveitaram as tecnologias, como as fintechs, para fazer seu dinheiro crescer de maneira mais eficiente.
Entre 2020 e 2024, o valor dos bens imóveis em posse dos millennials cresceu em US$ 2,5 trilhões (R$ 14,3 trilhões), segundo dados do Federal Reserve. No entanto, a principal diferença em relação às gerações anteriores é que, embora tenham adquirido propriedades, essa não foi sua principal estratégia de acumulação de riqueza.
Em vez disso, os millennials recorreram a alternativas como ETFs, criptomoedas e fundos indexados, diversificando suas carteiras sem a rigidez de grandes dívidas hipotecárias. Um estudo da Vanguard revelou que mais de 80% dos millennials preferem esses produtos, enquanto apenas 50% dos baby boomers adotam essa abordagem.


