A decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic ao maior patamar dos últimos 19 anos reacende uma preocupação crônica da economia brasileira: o custo do crédito e seus reflexos diretos sobre o consumo, o investimento e a geração de empregos.

Ao ser majorada, desencadeia um efeito dominó, tornando o crédito mais caro e, portanto, menos acessível. O resultado imediato? Redução do consumo das famílias, retração do investimento produtivo e desaquecimento generalizado da atividade econômica.
Setores altamente sensíveis à variação do custo do crédito, como o mercado imobiliário e o de veículos, sentem o impacto de forma quase instantânea. No primeiro, observa-se aumento nas renegociações de contratos, maior taxa de inadimplência e retração nos lançamentos. No segundo, fabricantes recorrem a campanhas de “taxa zero” para evitar queda brusca nas vendas de novos, enquanto o mercado de seminovos e usados se torna uma verdadeira loteria de precificação e liquidez.


