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Alta da Selic e seus efeitos colaterais: o freio econômico que o Brasil não precisava

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A decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic ao maior patamar dos últimos 19 anos reacende uma preocupação crônica da economia brasileira: o custo do crédito e seus reflexos diretos sobre o consumo, o investimento e a geração de empregos.

A Selic, taxa básica de juros da economia, serve como referência para todas as demais taxas praticadas no mercado
A Selic, taxa básica de juros da economia, serve como referência para todas as demais taxas praticadas no mercado — do cartão de crédito rotativo aos financiamentos imobiliários, passando pelos empréstimos consignados e linhas de capital de giro | Foto: Reprodução/Canva

Ao ser majorada, desencadeia um efeito dominó, tornando o crédito mais caro e, portanto, menos acessível. O resultado imediato? Redução do consumo das famílias, retração do investimento produtivo e desaquecimento generalizado da atividade econômica.

Setores altamente sensíveis à variação do custo do crédito, como o mercado imobiliário e o de veículos, sentem o impacto de forma quase instantânea. No primeiro, observa-se aumento nas renegociações de contratos, maior taxa de inadimplência e retração nos lançamentos. No segundo, fabricantes recorrem a campanhas de “taxa zero” para evitar queda brusca nas vendas de novos, enquanto o mercado de seminovos e usados se torna uma verdadeira loteria de precificação e liquidez.

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Sobre o autor Cloves Santos

Cloves Santos é contabilista, Formado em Marketing, com MBA em Finanças pela UFJF cursando Gestão Inovação Tecnológica. Ex-Diretor da Câmara Municipal de Juiz de Fora, foi agraciado com a Comenda Henrique Halfeld. Defensor do empreendedorismo sustentável, busca integrar inovação, responsabilidade social e consumo consciente para um futuro equilibrado e próspero.

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