A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 29 de maio. Esse é o menor índice para o período do trimestre de abril em 13 anos, ou seja, desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
A queda na taxa indica uma melhora no mercado de trabalho. Em comparação, no mesmo período de 2024, o desemprego era de 7,5%. O índice atual também é mais baixo do que o registrado em 2014, que era considerado até então o melhor resultado do trimestre encerrado em abril, quando a taxa estava em 7,2%.

O IBGE considera desempregadas as pessoas que não estavam trabalhando na semana da pesquisa, mas estavam disponíveis para começar a trabalhar e procuraram emprego ativamente (enviando currículos e buscando oportunidades) nos últimos 30 dias.
O total de pessoas que estão efetivamente desempregadas e em busca de trabalho chegou a 7,27 milhões de brasileiros, o número mais baixo para o trimestre até abril desde 2014. No mesmo período do ano passado, esse número era de 8,2 milhões, o que mostra que quase 1 milhão de pessoas a mais conseguiram se recolocar no mercado de trabalho.
Além disso, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, ou seja, com emprego formal e direitos garantidos por lei (como férias, 13º salário e contribuição para a aposentadoria), cresceu 3,8% em relação a abril de 2024, totalizando 39,6 milhões de pessoas. Também houve alta de 0,8% na comparação com o trimestre anterior (fevereiro a abril).
Esse crescimento da formalização do emprego contribuiu também para a queda na taxa de informalidade, que passou de 38,7% em abril de 2024 para 37,9% agora. Informalidade inclui pessoas que trabalham por conta própria sem registro (como ambulantes ou freelancers), ou sem contribuir para a Previdência Social.
Além disso, o rendimento médio do trabalhador atingiu o maior valor para um trimestre encerrado em abril (R$ 3.426) e também o maior patamar da série histórica, considerando todos os trimestres comparáveis (aqueles encerrados em janeiro, em julho e em outubro).
Setores que mais empregaram
O setor que mais empregou no Brasil foi o de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. Esse grupo registrou um aumento de 405 mil pessoas ocupadas em relação ao trimestre anterior, representando um crescimento de 2,2% no período.
Esses resultados mostram uma tendência positiva no mercado de trabalho: mais pessoas com emprego, especialmente em vagas formais, e menos trabalhadores sem registro ou em situação precária.
Desemprego entre a população
A população subutilizada, que são as pessoas desempregadas e aquelas que gostariam de trabalhar mais horas do que as que têm atualmente, teve um total de 18 milhões, mantendo-se estável no último trimestre e apresentando uma queda de 10,7% em relação ao ano anterior.
Já a população desalentada, que inclui aqueles que gostariam de trabalhar, mas não têm ativamente buscado vagas por diversos motivos, ficou estável no trimestre, com um total de 3,1 milhões, segundo a pesquisa
A combinação desses fatores aponta para um cenário mais estável no mercado de trabalho, além de ser um sinal de recuperação da economia no país. No entanto especialistas alertam que é necessário realizar mais ações em prol da geração de empregos, com foco em melhores condições de trabalho, salários justos, estabilidade financeira e melhoria da renda para a população.


