O Banco Central disponibilizou, nesta terça-feira, 27 de maio, uma nova funcionalidade que vai facilitar o resgate do “dinheiro esquecido” no Sistema de Valores a Receber (SRV). Segundo a instituição, os brasileiros possuem R$ 9,13 bilhões esquecidos em instituições financeiras, sendo a maior parte concentrada nos bancos.
O Sistema de Valores a Receber (SRV) é um serviço criado pelo Banco Central que permite que pessoas físicas, empresas e herdeiros consultem se têm algum dinheiro esquecido em instituições financeiras. Esses valores podem ter origens variadas, como saldos remanescentes de contas correntes ou poupanças já encerradas, tarifas cobradas indevidamente, valores não devolvidos de consórcios finalizados, além de quantias esquecidas em corretoras de investimentos ou sobras de operações de crédito, como empréstimos pagos com valor excedente.

Em muitos casos, esses recursos pertencem a pessoas que encerraram contas bancárias há muito tempo, mudaram de banco ou deixaram de acompanhar os créditos relacionados a produtos financeiros. Há também muitos herdeiros com direito a valores vinculados a contas inativas ou pequenas quantias deixadas por familiares. Além disso, jovens que abriram contas para receber benefícios sociais, bolsas ou auxílios estudantis podem ter valores disponíveis e não saber disso.
Com a nova funcionalidade de cadastro automático, quem tiver dinheiro a receber poderá autorizá-lo a ser transferido diretamente para sua conta via Pix, sem necessidade de acessar o sistema a cada novo valor disponível. Isso torna o processo mais ágil e elimina a necessidade de registrar cada pedido manualmente.
É importante lembrar que essa novidade está disponível, por enquanto, somente para pessoas físicas com chave Pix cadastrada no CPF. Além disso, para utilizar o cadastro automático, é necessário acessar o portal do SRV com conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas, que são medidas que garantem maior segurança nas transações. Esses níveis são alcançados ao validar sua identidade com bancos credenciados, biometria facial ou certificado digital.


