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Brasileiros devem gastar mais com viagens em 2025, aponta pesquisa

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Apesar do orçamento apertado, os brasileiros continuam firmes no propósito de tirar as viagens do papel em 2025. Uma pesquisa da Booking.com, divulgada pelo E-Investidor, revelou que três em cada cinco pessoas (60%) pretendem gastar mais com viagens neste ano do que em 2024. A intenção é mais forte entre os Millennials e a Geração Z, públicos que priorizam experiências e estão mais dispostos a investir em deslocamentos nacionais e internacionais.

A tendência ocorre mesmo diante de uma economia ainda desafiadora, com inflação persistente e variação cambial que impacta diretamente os custos de viagens, especialmente para o exterior. Com o dólar cotado a R$ 5,33 (referência de 13 de junho de 2025), cada gasto em moeda estrangeira pesa no bolso, exigindo mais planejamento e estratégias para economizar.

A intenção de gastar mais com viagens em 2025 reforça a importância que os brasileiros atribuem ao lazer e ao descanso, mesmo diante de desafios econômicos | Foto: Reprodução/Canva
A intenção de gastar mais com viagens em 2025 reforça a importância que os brasileiros atribuem ao lazer e ao descanso, mesmo diante de desafios econômicos | Foto: Reprodução/Canva

Como os brasileiros pretendem gastar mais

Entre os entrevistados, 36% afirmam que vão aumentar os gastos durante a viagem, seja com alimentação, passeios ou outras atividades de lazer. Já 35% desejam aumentar o número de viagens feitas no ano, enquanto 43% pretendem manter o mesmo padrão de viagens de 2024, apesar da alta nos custos.

Por outro lado, apenas 10% planejam reduzir gastos com turismo em 2025. Para isso, muitos apostam em viajar na baixa temporada e organizar a viagem com mais antecedência, o que ajuda a garantir melhores preços e mais opções de escolha.

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Segundo o especialista em finanças pessoais João Victorino, quanto antes o viajante começar a pagar por itens como passagens e hospedagens, maiores são as chances de economizar. “Ao antecipar pagamentos, o consumidor consegue aproveitar promoções e comparar com mais calma”, explica.

Quando começar o planejamento?

De acordo com Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, o ideal é iniciar o planejamento com 6 a 12 meses de antecedência, especialmente para destinos internacionais, que exigem atenção com documentos, câmbio e possíveis exigências de vistos e vacinas.

A preparação prévia é um diferencial importante: além de ajudar a evitar imprevistos, permite acompanhar variações do dólar e comprar moeda estrangeira em momentos mais favoráveis. Para quem pretende ir aos Estados Unidos, por exemplo, o custo médio de uma viagem de 7 dias pode ultrapassar US$ 2.000 por pessoa, ou cerca de R$ 10.660.

Preocupações ainda existem

Mesmo com o desejo de viajar mais, o receio de extrapolar o orçamento continua alto. A pesquisa mostra que 41% dos entrevistados têm medo de gastar além do previsto, enquanto 30% temem que a viagem não valha o valor investido. Por isso, a busca por programas de fidelidade e recompensas ganha destaque como uma alternativa para equilibrar prazer e economia.

Segundo o levantamento, 67% dos brasileiros preferem opções com descontos imediatos e vantagens claras, principalmente entre os homens (69%) e os Millennials (71%). Além disso, 60% planejam se cadastrar em programas de fidelidade em 2025, como forma de acumular pontos, obter milhas e ganhar descontos em hospedagens e passagens.

Inteligência artificial no planejamento

Outro dado que chama atenção é o uso crescente da inteligência artificial (IA) no planejamento de viagens. Dois em cada três brasileiros (66%) pretendem utilizar ferramentas de IA para organizar seus roteiros em 2025, sendo que quase metade espera usá-las para economizar. A adesão é maior entre homens e pessoas da Geração X, mostrando como a tecnologia está cada vez mais presente nesse processo.

Plataformas de IA podem ajudar a comparar preços, montar roteiros personalizados, indicar datas com passagens mais baratas e sugerir hospedagens com melhor custo-benefício, otimizando o tempo e o orçamento do turista.

Fatores decisivos na escolha do destino

O bom custo-benefício é o critério mais importante para a maioria dos brasileiros na hora de escolher o próximo destino: 76% dos entrevistados citaram esse como fator decisivo. A disponibilidade de estadias econômicas também é relevante para mais da metade dos viajantes, principalmente para aqueles com orçamento mais apertado.

Apesar disso, o desejo por experiências mais luxuosas ainda está presente, especialmente entre os Millennials. Um terço dos brasileiros considera acomodações de alto padrão, e quando optam por gastar mais, 63% priorizam a hospedagem, 60% os restaurantes e 39% as compras.

A intenção de gastar mais com viagens em 2025 reforça a importância que os brasileiros atribuem ao lazer e ao descanso, mesmo diante de desafios econômicos. Com o dólar acima de R$ 5,30, o planejamento financeiro e a busca por alternativas econômicas se tornam ainda mais essenciais para quem quer garantir boas experiências sem comprometer o orçamento.

Ferramentas tecnológicas, programas de fidelidade e planejamento com antecedência aparecem como aliados valiosos nesse cenário. E mesmo com os riscos de gastar mais do que o previsto, o desejo de explorar novos destinos segue firme — uma prioridade emocional que, para muitos, vale o investimento.

Seja com viagens curtas ou mais elaboradas, o importante é manter o controle financeiro e aproveitar cada oportunidade com consciência e preparo.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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