Estudantes de cursos de licenciatura poderão receber bolsas para participar de atividades de formação em escolas públicas por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). A iniciativa passa a integrar, nesta quarta-feira, 23 de setembro, as ações de incentivo à educação básica brasileira, após a entrada em vigor da Lei nº 15.518/2026.
O programa será desenvolvido por instituições de ensino superior em parceria com redes públicas de ensino dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A proposta é aproximar os futuros professores da rotina das escolas ainda durante a graduação, com atividades voltadas à formação prática para o trabalho em sala de aula.
Para participar, as instituições de ensino superior deverão apresentar projetos que serão realizados por meio de convênios e acordos de cooperação com as redes públicas de ensino.

Quem pode receber as bolsas?
A legislação criou cinco modalidades de bolsas dentro do Pibid. A primeira é destinada aos estudantes de licenciatura que participarem das atividades de iniciação à docência. É nessa etapa que o futuro professor poderá ter contato mais próximo com a realidade das escolas públicas.
Também estão previstas bolsas para professores da rede pública que acompanham os estudantes nas escolas. Nesse caso, o profissional exerce a função de supervisor e participa da formação dos bolsistas.
Outras três modalidades são voltadas à organização dos projetos. A bolsa de coordenação de área será destinada aos docentes responsáveis pelos subprojetos, enquanto a coordenação de área de gestão de processos educacionais ficará ligada ao apoio pedagógico e administrativo nas instituições participantes.
Já a coordenação institucional será destinada aos responsáveis pela coordenação geral dos projetos nas instituições de ensino superior.
Formação também poderá atender diferentes áreas
Além da formação dos estudantes de licenciatura, o Pibid poderá apoiar ações relacionadas à gestão educacional e às diferentes etapas e modalidades da educação básica.
A lei prevê atenção a áreas como educação do campo, educação indígena, educação quilombola e educação de jovens e adultos (EJA). Com isso, os projetos poderão considerar diferentes realidades encontradas nas redes públicas de ensino.
Entre os objetivos estabelecidos para o programa estão ampliar a formação de professores em nível superior para a educação básica, contribuir para a valorização do magistério e melhorar a qualidade dos cursos de licenciatura.
A aproximação entre universidades e escolas públicas também está entre as metas. A ideia é permitir que a formação dos futuros docentes tenha contato com situações e desafios presentes no cotidiano da educação básica antes da conclusão da graduação.
Como o programa será colocado em prática?
A participação dependerá dos projetos apresentados pelas instituições de ensino superior e das parcerias firmadas com as redes públicas. A quantidade de bolsas não foi fixada pela lei e será definida conforme os recursos disponíveis e as regras estabelecidas pela Capes.
Com a nova legislação, o governo espera que o programa contribua para melhorar a formação dos professores e fortalecer a educação pública brasileira. O foco está na preparação dos estudantes para a docência e na aproximação entre a formação universitária e a realidade das escolas.


