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Conflito no Oriente Médio agita mercados internacionais

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Com conflitos, dólar e petróleo ameaçam bolso dos brasileiros

O dólar, que nas primeiras horas do dia chegou a ultrapassar R$ 5,54, terminou esta segunda-feira cotado a R$ 5,5041, o que representa uma leve queda de 0,42%. Esse movimento, no entanto, não indica estabilidade. A moeda americana tem sido usada como um porto seguro em momentos de crise, o que aumenta sua demanda e valor. Quando isso acontece, o real se desvaloriza e o efeito costuma ser sentido diretamente na economia do Brasil.

Isso porque muitos produtos consumidos no país são importados ou têm parte de sua cadeia produtiva relacionada ao dólar, como combustíveis, alimentos industrializados e até eletrônicos.

Com a alta da moeda americana, o custo desses produtos sobe, pressionando a inflação. Outro ponto de atenção é o petróleo. Como o Brasil ainda importa parte do combustível que consome, o aumento do preço internacional pode impactar diretamente o preço da gasolina, do diesel e até do gás de cozinha.

E esse aumento no petróleo tende a provocar efeito em cadeia, elevando custos de transporte, logística e alimentos. Para a população, isso significa aumento no custo de vida e redução do poder de compra.

Além da tensão internacional, outro fator que influenciou o comportamento dos mercados nesta segunda-feira foi a expectativa sobre a política de juros dos Estados Unidos. Uma fala recente de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (o banco central americano), reacendeu esperanças de que o corte na taxa de juros possa ocorrer já em julho.

Juros mais baixos nos EUA geralmente ajudam a enfraquecer o dólar e favorecem economias emergentes como o Brasil. Mesmo assim, a incerteza global ainda é dominante.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) também está no radar do mercado. A Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, ficou em 10,50% ao ano. A Selic influencia diretamente os financiamentos, empréstimos e até o rendimento da poupança. Com a inflação sob controle, havia expectativa de novos cortes, mas o cenário internacional pode levar o Banco Central a adotar mais cautela.

Para os brasileiros, especialmente aqueles que dependem de transporte público, pagam aluguel ou têm financiamento, qualquer oscilação nos preços ou juros tem efeito direto no dia a dia. Por isso, acompanhar o cenário internacional ajuda a entender por que certos preços sobem e como se preparar.

A crise no Oriente Médio mostra como eventos a milhares de quilômetros podem afetar o bolso do consumidor no Brasil. Seja por meio do dólar, do petróleo ou da inflação, os efeitos dessas tensões geopolíticas reforçam a necessidade de planejamento financeiro e atenção redobrada com os gastos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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