IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%
Ao vivo

Nvidia lucra US$ 59,7 bilhões e dobra receita em um ano

Por

·

A Nvidia, gigante de tecnologia que desenvolve semicondutores, processadores gráficos (GPUs) e infraestrutura para inteligência artificial (IA), registrou lucro líquido de US$ 59,69 bilhões, cerca de R$ 307,5 bilhões, no segundo trimestre do ano fiscal de 2027, uma alta de 125,9% em relação ao mesmo período de um ano antes.

A receita líquida também bateu recorde e chegou a US$ 96,2 bilhões, aproximadamente R$ 495,5 bilhões, avanço de 106%. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo crescimento das divisões Hyperscale e ACIE e pelo aumento de aproximadamente US$ 15 bilhões, cerca de R$ 77,3 bilhões, na receita em relação ao trimestre anterior.

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira, 26 de agosto, e considera os meses de maio, junho e julho de 2026.

Nvidia lucra US$ 59,7 bilhões e dobra receita em um ano
Apesar dos números positivos, as ações da empresa caíam 1,59% às 17h50, após o fechamento do mercado | Foto: Reprodução / Divulgação / Nvidia

Lucro da Nvidia dispara com avanço da receita

Além do lucro líquido, a Nvidia registrou US$ 63,73 bilhões, cerca de R$ 328,3 bilhões, de lucro operacional, crescimento de 124,1% em um ano. O indicador mostra quanto a empresa ganhou com suas atividades principais antes de considerar outros resultados.

Na medida non-GAAP, que segue critérios diferentes dos números contábeis tradicionais, o lucro foi de US$ 53,95 bilhões (cerca de R$ 277,9 bilhões).

Outro destaque foi a margem bruta, que chegou a 75%, alta de 2,6 pontos percentuais em 12 meses. De acordo com a empresa, o resultado foi influenciado pela composição de produtos da arquitetura Blackwell Ultra, utilizada em sua estrutura voltada à inteligência artificial.

O fluxo de caixa livre, que representa o dinheiro disponível depois dos gastos necessários para manter e ampliar a operação, ficou em US$ 21,34 bilhões, aproximadamente R$ 109,9 bilhões, um aumento de 58,7% em um ano.

Empresa aumenta investimentos

Mesmo com o forte crescimento dos resultados, a Nvidia também ampliou os recursos destinados à expansão de sua estrutura. O capex, indicador que de investimentos em bens e estrutura da empresa, somou US$ 2,68 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões), alta de 41,3% em relação a um ano antes.

Os recursos foram destinados a instalações, equipamentos e ativos intangíveis. A companhia também informou que manteve investimentos estratégicos em pesquisa e desenvolvimento e na capacidade de sua cadeia de suprimentos.

Ao mesmo tempo, a Nvidia retornou aproximadamente US$ 26 bilhões, cerca de R$ 133,9 bilhões, aos acionistas por meio do pagamento de dividendos e da recompra de ações.

A empresa afirmou ainda que o crescimento anual da receita acelerou pelo quarto trimestre consecutivo. Segundo a administração, esse desempenho é inédito para uma companhia que opera na escala da Nvidia.

Ações caem mesmo com resultado positivo

Apesar do salto nos números, as ações da Nvidia recuavam 1,59% depois da divulgação do balanço. O movimento ocorre após as ações terem registrado queda em oito das nove sessões de negociação anteriores. Além disso, os papéis da companhia recuaram nas últimas quatro divulgações trimestrais consecutivas após o balanço, mesmo quando a empresa superou as estimativas de lucro por ação, receita e projeções futuras.

Para uma empresa que investe fortemente em infraestrutura de inteligência artificial, resultados considerados satisfatórios já não causam a mesma surpresa.

Nvidia começa a enviar nova plataforma

Outro ponto destacado pela companhia foi o início, em agosto de 2026, dos envios de produção da plataforma Vera Rubin. A Nvidia apontou ainda CPU, LPX e STX como novos vetores de crescimento para os negócios.

O balanço é identificado como referente ao segundo trimestre do ano fiscal de 2027 porque o calendário financeiro da Nvidia é diferente do calendário tradicional. O atual ciclo começou em fevereiro de 2026 e será encerrado em janeiro de 2027.

Por isso, embora os resultados divulgados correspondam às vendas realizadas entre maio e julho deste ano, o mercado financeiro classifica o período como parte do ano fiscal de 2027.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade