Com chocolates, perfumes e jantares liderando a lista de desejos, o Dia dos Namorados de 2025 promete aquecer o comércio paulistano e injetar cerca de R$ 739 milhões na economia da capital. A estimativa é da empresa RZK Digital, que realizou uma pesquisa com mais de 16,7 mil passageiros de ônibus em 18 terminais da cidade de São Paulo.
O levantamento mostra que, apesar da inflação e do aperto no orçamento de muitas famílias, os consumidores estão dispostos a gastar — em média — R$ 191,28 por presente nesta data tão simbólica para os casais.

Chocolates, jantares e perfumes: os campeões de venda no Dia dos Namorados
Entre os itens mais desejados estão os chocolates e doces, que lideram a preferência com 24,91% das menções. Em seguida, aparecem os jantares em restaurantes (13,86%), cosméticos e perfumes (11,52%), flores (11,43%), presentes personalizados (11,31%) e moda e calçados (10,14%).
Outras opções escolhidas pelos consumidores são experiências culturais, como cinema e teatro (9,89%), acessórios, joias e relógios (8,93%), viagens (8,58%) e até celulares (7,41%), mesmo com o alto valor agregado.
Nem todos vão comemorar
Apesar da movimentação econômica esperada, 44,65% dos entrevistados disseram que não pretendem comemorar o Dia dos Namorados este ano. Os motivos são diversos:
- 37,54% não estão em um relacionamento;
- 12,76% estão focados em outras prioridades financeiras;
- 10,13% afirmam que não têm orçamento disponível;
- Outros fatores incluem lembranças ruins (8,27%), considerar a data comercial demais (8,12%) e acreditar que os preços aumentam nesta época (6,06%).
Há também um grupo que prefere comemorar de forma alternativa ou mais simples, como os 14,83% que planejam apenas uma experiência a dois, como ir a um restaurante ou parque, e os 18,37% que desejam combinar presentes e experiências.
Impacto no comércio local
Os R$ 739 milhões estimados representam uma injeção significativa na economia local, principalmente em setores como o varejo, alimentação fora do lar, turismo e entretenimento. A cifra equivale, por exemplo, a mais do que o dobro do orçamento mensal da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que em 2024 foi de cerca de R$ 290 milhões no total, segundo dados da prefeitura.
Para o comércio, datas comemorativas como o Dia dos Namorados são estratégicas para aquecer as vendas no primeiro semestre, especialmente no varejo de bens não duráveis e no setor de serviços. Restaurantes, floriculturas, lojas de cosméticos e marcas de moda se preparam com promoções e ações de marketing específicas para atrair os casais apaixonados — e também os que não estão em relacionamentos, mas gostam de se autopresentear.
Quem são os compradores?
A metodologia utilizada pela RZK Digital envolve a coleta de dados em tempo real por meio do acesso gratuito ao Wi-Fi nos terminais de ônibus. Ao se conectar, o usuário responde a uma pesquisa rápida sobre seus hábitos de consumo, o que permite um mapeamento preciso do comportamento do consumidor urbano.
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A empresa informa que os dados possuem 99% de nível de confiança e margem de erro de apenas 1%, o que confere robustez às conclusões. Os perfis dos entrevistados são variados, o que garante uma boa representatividade da população economicamente ativa da capital.
Um termômetro para o varejo
De acordo com especialistas do setor, o comportamento de compra no Dia dos Namorados costuma antecipar as tendências do segundo semestre, e serve como um termômetro para o varejo físico e digital.
Em entrevista ao Meio & Mensagem, o diretor de inteligência da RZK Digital destacou que o crescimento do interesse por experiências — como viagens, jantares ou idas ao cinema — mostra uma valorização de momentos afetivos sobre bens materiais, tendência que se intensificou desde a pandemia.
Além disso, o tíquete médio de R$ 191,28 é compatível com os valores praticados em datas como o Dia das Mães ou o Natal, o que indica que o Dia dos Namorados vem se consolidando como uma das principais datas do calendário comercial brasileiro.


