A origem do quilate e sua importância no comércio de gemas
O termo quilate tem uma origem curiosa: ele surgiu a partir das sementes da alfarroba, uma árvore típica do Mediterrâneo. Na Antiguidade, comerciantes perceberam que as sementes dessa planta apresentavam um peso muito uniforme, cerca de 0,2 gramas cada, tornando-se ideais como padrão de medida para o comércio de pedras preciosas e metais.
Assim, a padronização do quilate como unidade de peso se consolidou ao longo dos séculos, sendo utilizada até os dias atuais para medir o peso de gemas como diamantes, esmeraldas e rubis.
O futuro da pedra encontrada em Minas Gerais
Agora regularizada, a pedra poderá ser leiloada ou vendida diretamente para joalheiros, investidores ou colecionadores de todo o mundo. A expectativa é que a venda gere impacto significativo não só para a economia local, mas também para o mercado nacional de pedras preciosas.
A descoberta reacende a esperança entre garimpeiros e empresários do setor mineral, que veem em Coromandel um verdadeiro tesouro natural ainda em exploração. Como reforça o geólogo Daniel Fernandes: “Esse achado cria esperança para todo garimpeiro que sonha encontrar uma pedra como essa”.
O diamante de 646 quilates, avaliado em R$ 16 milhões, não é apenas uma impressionante descoberta mineral, mas também um símbolo da riqueza natural e do potencial econômico que o Brasil possui no setor de mineração. Coromandel se mantém no centro das atenções, consolidando sua posição como um dos principais polos diamantíferos do país e do mundo.
*Entrevistas concedidas ao G1.


