O cavalo Mangalarga Marchador “Esteio de Três Corações” alcançou um marco inédito no Brasil ao ser avaliado em R$ 102 milhões. O feito aconteceu durante o IV Leilão Elite Ouro Preto, realizado no mês de maio, em Minas Gerais, onde 2,5% do animal foi vendido por R$ 2,55 milhões, em 30 parcelas de R$ 85 mil. Esse valor o torna o mais caro da história da raça.
Além de atingir um valor recorde com a venda de uma pequena fração de sua propriedade, o cavalo Esteio de Três Corações também foi destaque nas vendas de embriões durante o leilão. De acordo com os organizadores do evento, a comercialização total chegou a R$ 23,8 milhões, sendo R$ 8,1 milhões apenas em embriões — grande parte deles, descendentes do próprio garanhão.

O Mangalarga Marchador é hoje a raça de cavalos mais numerosa do Brasil, com mais de 700 mil registros, destacando-se pela marcha confortável, resistência e temperamento dócil. Esse crescimento acompanha um setor bilionário: a cadeia dos equinos movimenta mais de R$ 30 bilhões por ano e gera cerca de 3 milhões de empregos.
Recordes como o alcançado por Esteio de Três Corações reforçam a força econômica e o apelo da raça entre criadores e investidores em todo o país. A venda também demonstra como o setor está impulsionado por investimentos em genética, estrutura e tecnologia.
Com sede em Itabirito (MG), o Haras M Tostes sediou o IV Leilão Elite Ouro Preto e se destacou como um dos principais centros de criação do Mangalarga Marchador no país. Em apenas seis anos, o haras se firmou como referência em genética e estrutura. Com tecnologia de ponta, como central própria de transferência de embriões e baias modernas, abriga garanhões e matrizes premiados que evidenciam o compromisso com a qualidade da raça.
Como é feita a venda dos cavalos?
Apesar de parecer estranho vender apenas 2,5% de um animal, a prática é muito comum nos leilões. Dividido em “cotas”, o animal continua fisicamente com o dono principal, que é chamado de cotista majoritário, mas outras pessoas ou empresas podem comprar pequenas porcentagens dessas cotas, que representam os direitos comerciais e reprodutivos sobre o cavalo.
Assim, o animal passa a ter vários donos, como um fundo de investimento, e passa a ter mais “acionistas” que investem em genética de ponta com um custo menor, enquanto os criadores conseguem capitalizar o valor do animal sem vender totalmente sua posse. Os donos dessas cotas passam a ter parte dos lucros da reprodução do animal e participação na valorização do animal — como no mercado de ações.
Após o anúncio das cotas em leilões, investidores podem analisar as oportunidades e fazer lances para “arrematar” o melhor valor para a porcentagem que gostariam de adquirir. Após o fechamento, é feito um contrato com todas as informações do animal, direitos e deveres, tanto dos cotistas majoritários quanto dos minoritários.
Grande avanço no setor
O setor de equinos no Brasil movimenta mais de R$ 30 bilhões ao ano, gerando milhões de empregos. Esse recorde reforça a força econômica da cadeia produtiva do cavalo e coloca a pecuária brasileira em evidência internacional.
IV Leilão Elite Ouro Preto
O evento se destacou como um dos principais do ano para promover negócios relacionados à raça de cavalos Mangalarga Marchador, reunindo criadores renomados e apresentando uma seleção de potros, matrizes e garanhões de alto padrão.
Exclusivo para convidados, o leilão oferece experiências diferenciadas aos participantes, além das vendas presenciais e transmissão ao vivo pelo canal da AGM Leilões no YouTube, que amplia o alcance e permite que pessoas interessadas de diversas regiões acompanhem as negociações em tempo real.


